Usuários do Facebook são mais propensos a interagir com marcas em Fan Pages ou a clicar nos anúncios?

A resposta a esta pergunta irá elucidar sobre a melhor maneira para se garantir a interação entre usuários e marcas no Facebook. Segundo uma pesquisa realizada pela Greenlight em janeiro deste ano, 44% dos usuários de internet de todo o mundo nunca clicaram em anúncios ou conteúdo patrocinado no Facebook e 31% afirmaram que raramente clicam nos anúncios. Da amostra, apenas 17% afirmaram ter curtido as páginas de marcas ou empresas no Facebook.

Aparentemente, ocorre com os links patrocinados no Facebook o mesmo que ocorre com os do Google: indicações dos amigos parecem ter mais relevância na hora da escolha do clique por parte do internauta. O estudo realizado em abril pela Wildfire vem corroborar esta afirmação. Segundo ele, 82% dos usuários clica nas mensagens que os amigos publicam quando estão participando de algum concurso ou promoção.

Em matéria publicada nesta terça-feira, “Muitos usuários, nem tantas vendas“, o Estadão, via pesquisa Reuters/Ipsos, informa que “quatro em cada cinco usuários do Facebook jamais adquiriram um produto ou serviço como resultado de anúncios ou comentários encontrados na rede social“. Soma-se a isto a diminuição de tempo de navegação por parte do internauta. A matéria do jornal conclui falando do estudo conduzido em fevereiro pelo grupo de pesquisa eMarketer que sugere que o Facebook teria pior desempenho que e-mail marketing ou mala direta no que tange a influenciar as decisões de compras dos consumidores.


Pergunto-me se não estaria havendo um excesso de pessimismo com relação à rede de Zuckerberg, amplificado por conta da recente queda nas ações da companhia desde a estreia na bolsa, no mês passado. Ok, talvez a estratégia de links patrocinados não funcione exatamente para estimular a compra de produtos/serviços via web. Talvez paguemos, nestes casos, mais pelas “curtidas” em nossas páginas que pelo resultado de venda em si. Mas a estratégia de engajar consumidores, até agora, tem funcionado. Se não para a venda no final das contas, para a construção de branding e no caminho de uma real consolidação de relacionamento com seu cliente que, em última instância, não é nada menos que seu principal colaborador.

Em outras palavras: repensar a estratégia de comunicação, sim.
Decretar a morte dos meios, prematuramente… não. Não agora.

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