Global Revolution! – Ocupar Wall Street…e depois?

Tá, todo mundo sabe e ninguém contesta o incrível poder agregador das redes sociais. Mas, até este ano de 2011, eu ainda não havia visto tanta coisa sendo colocada em prática no mundo todo e de modo tão assertivo, para dizer o mínimo!

Occupy Wall Street” vem se somar à “Geração à Rasca”, de Portugal; ao “Movimento dos Indignados“, da Espanha; à onda de protestos na Grécia; e a tantos outros que começaram a ganhar força desde 2008, com os resquícios da crise financeira que, todos sabemos, começou nos EUA.

Que o capitalismo tal como se apresenta um dia daria sinais claros de falência múltipla de órgãos, acredito que todos os que estudamos minimamente sobre mercados especulativos e sobre o sistema financeiro de um modo geral, já esperávamos, não?
Também já esperávamos por uma onda de protestos em busca de uma “terceira via” possível (não, não estou falando da era de aquário, nem da nova geração de hippies-high-tech que possivelmente já exista: estamos falando de economia, globalização e valores morais e éticos que nada têm a ver com religião, ok?). Mas que esta onda de protestos ganhasse o mundo inteiro e de modo ininterrupto por tantas semanas, confesso, admirei-me!

A grande questão que se coloca, a meu ver, e que foi muito bem articulada neste texto de Giovanni Alves à Carta Capital, é: o que colocar no lugar do que queremos ver substituído e que, até então, apresenta-se como extremamente falho… mas, até o momento, é tudo o que conhecemos?

O mundo pede sugestões! Já tem a sua?

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4 comentários Adicione o seu

  1. Não adianta substituir o sistema, temos que substituir as pessoas!!! o que ela pensam!!! quando pensam!!!

    Vivemos no mundo do consumo… Vamos para Wall Street protestar, com nossos Ipod’s e Ipad’s, ou vamos deixa-los em casa?

    O colapso do sistema é óbvio… se os chineses e indianos, por exemplo, consumissem o mesmo que se consome no ocidente não haveria fábricas da Apple(com ou sem trabalho escravo) que iria dar conta.

    O morte de Steve Jobs representa muito bem o mundo de consumo exacerbado que vivemos… O que pra muitos era um Gênio da informática, e fez algumas coisas geniais mesmo, na verdade era apenas um grande marketeiro que passou a ideia que seus produtos fariam das pessoas que o usassem seriam Mais… Melhores… Fazendo assim que a grife apple se transformasse em um sonho de consumo. Pouco interessando o uso de fato de seus produtos….

    E aí… os consumers… estão todos de luto pela morte de um “Gênio”… gênio em fazer as pessoas consumirem cada vez mais!!!!

    Enquanto as pessoas continuarem a consumir por status ou qualquer coisa parecida e não por necessidade, não adianta protestar… contra ou a favor do capitalismo… temos que substituir os costumes, as pessoas e não o sistema… o sistema aliás é um mero detalhe….

  2. Este é um ponto de vista interessante, sem dúvida!
    Mas o que fazer quando as pessoas já clamam por mudanças, embora não saibam exatamente onde querem ir?
    Eu mesma me considero uma fanática por tecnologia, e foi justamente esta tecnologia que nos trouxe o poder de articular verdadeiras revoluções pela internet, unindo o mundo em sincronia! Foi esta mesma tecnologia (à qual devemos, em boa parte, a Steve Jobs sim) que fez com que povos se libertassem este ano mesmo de 2011, de verdadeiras ditaduras! É esta mesma tecnologia que nos mantêm conectados, podendo saber em tempo real o que se passa do outro lado do mundo, seja em protestos em frente ao Wall Street, seja na Grécia ou qq outro lugar…

    Os hábitos de consumo precisam realmente ser reavaliados, mas a era tecnológica já chegou e, com ela, uma nova história começa a ser escrita.

    Acredito na diminuição das “verticalizações” de poder; na “horizontalização” de empresas e sistemas de governo. Em outras palavras, acredito numa anarquia longe da utópica. Ainda seguiremos escolhendo nossos “representantes” por um bom tempo, até que os grupos de organizem e aprendam a autogestão em organizações efetivamente democráticas: DO povo e PARA o povo…

  3. concordo com vc… mas acho que é uma visão muito romântica….

    A apple não tem participação nenhuma na revolução da informação, e sim as redes apertas, os sistemas open source… para empresas como Apple, Microsoft, Oracle, etc… o acesso livre a informação digital não é interessante. Elas sim são a forma do capitalismo mais puro… o de fazer com que as pessoas se sintam nuas sem elas…

    A revolução a que vc se refere, está muito mais ligada a uma militância contra esse tipo de corporação… ao hackerismo, à sistemas abertos…

    Infelizmente a maioria esmagadora dos usuários de computadores, lida com eles apenas para consumir… e não para levar a informação para todos… exatamente como com qualquer outro bem de consumo, entretanto o software hoje é uma mídia, e a mais revolucionário de todas… as redes sociais e sistemas abertos são sim o pesadelo desses conglomerados capitalistas…

    Sairemos desse caos sócio-político quando todos tivermos acesso à informação sem pre precisamos consumi-la…. ou seja … NUNCA…

  4. Pode ser… mas teimo no otimismo… um dia encontraremos uma solução válida, senão para todos, para boa parte da população global… um dia…😉

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