Retrospectiva e agradecimentos

 

Somos Dez Mil Mulheres!

O post de hoje é mais um desabafo que, propriamente, algum conselho. Afinal, finais de ano propiciam sempre retomadas de consciência, seguidas de novas promessas pessoais e profissionais, antes das 7 ondas no mar com 1 mão segurando um cacho com 12 uvas (nem mais, nem menos!). O post de hoje, seguindo meu sol e lua na casa 4 (=recolhimento), é fruto de uma reanálise em cunho elevado de todo este ano, tão difícil em termos pessoais (os amigos sabem por que), mas tão edificante em termos profissionais.

Uma pequena retomada: ao final de 2009, passei por uma crise pessoal que me levou a pensar na possibilidade do fechamento da editora. Meu sócio-pai, além de querido amigo e conselheiro, era quem cuidava de toda a parte burocrática e administrativa da empresa, embora nós dois respondêssemos igualmente pela administração em termos burocráticos. Com seu falecimento, fiquei perdida e pensei, sinceramente, em desistir de tudo para começar alguma nova vida que eu sequer sabia qual seria (afinal, a única coisa que sei fazer é basicamente editar livros, coisa que faço desde os 23 anos).

O link certo: eis que, no começo do ano de 2010, recebo em alguma das revistas eletrônicas que assino (possivelmente Pequenas Empresas & Grandes Negócios) a notícia que mudaria minha vida: a FGV abrira, para este ano, vagas para o Programa 10,000 Women (que está com inscrições abertas para o próximo ano – siga os links abaixo), patrocinado pela Goldman Sachs em todo o mundo! Tratava-se de um curso de empreendedorismo e gestão voltado somente para gestoras (sim, mulheres). Identifiquei uma oportunidade! Sem pensar nem 30 segundos, fui seguindo o “clique aqui”, que me levou à página do Instituto de Empresas, referente ao programa. Inscrevi-me na hora (inclusive com a pequena redação solicitada, preparada por mim em, aproximadamente, uns 10 min.). Foi tudo sem pensar, mas sentia que ia dar certo.

O sinal: dias depois, o telefone toca. Era da GV, solicitando uma entrevista, em que deveria entregar meus documentos. Eu ainda não estava aprovada, mas já era um bom sinal, pois havia chegado à fase 2/3 da seleção.

Claro que eu compareci. Levei quase todos os documentos pois, sinceramente, já não tinha muita certeza de que seria aprovada (a dúvida veio quando eu soube que ainda teríamos uma nova etapa seletiva). Quando ligaram-me mais tarde, para solicitar que eu comparecesse à terceira fase, quase chorei de alegria. Para mim, já era uma vitória ter chegado até ali, em meio a tantas mulheres bem-sucedidas que concorriam à vaga, como eu!

Compareci, então, à GV-Itapeva mais uma vez e foi só ali que me dei conta do tamanho daquele sonho: uma banca, que contava com 1 mulher do IE Business School (Madri – uma das melhores instituições de business do Mundo!), 2 representantes da GV (entre eles, o Tales, coordenador do programa 10,000 Women no Brasil e do FGVCenn – Centro de Empreendedorismo da GV) e 1 representante da própria Goldman Sachs, esperavam-me para que eu falasse da minha empresa, da minha história, das nossas ambições para a Ourivesaria da Palavra e…. dos nossos fracassos! Sim, perguntaram, inclusive, dos nossos fracassos: por que ocorreram, o que aproveitamos daquilo tudo, o que faríamos diferente se fosse hoje. E eu decidi não esconder nada! Falei tudo o que fizemos de certo e de errado, emocionei-me ao falar do falecimento de meu pai (mas me controlei) e disse tudo o que pretendia mudar no gerenciamento da empresa. Ouviram-me com total atenção e interesse. Ao final, eu SABIA que tinha passado. E foi o início de uma nova fase não só empresarial, mas pessoal da minha vida!

Hoje, passado o curso, estamos em fase de consultoria. Cada uma de nós, entregou seu Plano de Negócios reestruturado, e conta com um consultor que conhece toda a nossa trajetória e nos ajuda a implementar as novas decisões e toda uma nova cultura dentro de cada empresa.

Com relação à Ourivesaria da Palavra, muitas coisas (mesmo!) hão de mudar já para o primeiro trimestre de 2011 (aguardem), e toda esta mudança exige disciplina, pesquisa, elaboração e total dedicação ao Plano de Negócios, que é algo vivo e que muda constantemente, por meio de análises de mercado (especialmente análises setoriais), projeções, pesquisas e, claro, novas ideias que possam ser implementadas.

Dentre todas as coisas que aprendemos ao longo deste ano (e foram muitas), destaco:

  1. as necessidades de se criar e nutrir uma rede de negócios (networking) sólida, diária e efetivamente participativa (sugiro, entre outras coisas, que se crie um perfil no Linkedin e participação efetiva em redes sociais que estejam ligadas ao seu negócio. Para isso, é essencial que se conheça o perfil de seu público-alvo. Não importa a quantidade de redes sociais utilizadas, mas a qualidade e a frequência de sua utilização);
  2. a necessidade de se planejar cada ação e cada estratégia da empresa, pesquisá-la e testá-la antes de se jogar ao mercado;
  3. vida pessoal é tão importante quanto vida profissional, e sem saúde não se chega a lugar algum;
  4. amigos e família são elementos essenciais para o verdadeiro sucesso de minha existência.

Por isso, quero agradecer a todos os que estiveram ao meu lado ao longo deste e de outros anos e que muitas vezes foram (sem querer) relegados a segundo plano, em nome do trabalho às vezes excessivo. Agradeço, de coração, por não terem saído do meu lado, mesmo quando chateados com minha ausência, e que devidamente me cobraram presença na hora certa.

Amigos: estou de volta! Tentando, ainda, equilibrar minha paixão pelas artes com minha paixão pela vida. E, se algum dia eu sumir novamente, tentem o celular, please 😉

Dedico este ano. sobretudo, à minha mãe, aos meus irmãos, à minha Babuska… e ao meu pai que, mesmo ausente fisicamente, foi o motor de toda esta transformação!

FELIZ 2011 PARA TODOS NÓS!

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