aos pós

em

na mala
na mão
esquerda

aquele punhado de notas de sonsssibilantes oss

cilantess

guardados aos montes
aos ais
aos pais
às pás
aos pós

na mala
naquela mala
da mão esquerda
a que não quer
esquecer
quer ser
pra sempre
sibilantemente viva

na mala não se sabia
se os pós guardavam os cartões
se as palavras varriam os pós dos porões
[da memória]
da mala
ou se as palavras viviam dos pós
nos pós
para os pós
presentes para sempre
naquele sem alça objeto

dejeto

projeto
para sempre postergado

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4 comentários Adicione o seu

  1. Mariana disse:

    que coisa linda….

  2. Obrigada, flor!
    E saiu assim, quase sem querer, enquanto eu “quebrava a cabeça” com outro texto que provavelmente ficará para amanhã… 😉
    A literatura tem disso, né? Dá suas voltas o quanto quer, até se desprender de nós, naturalmente… Quase que de forma involuntária… =D

    Adoro suas visitas!

  3. andreadelfuego disse:

    Uau, Beatriz! Poesia maravilhosa, a música fica na cabeça. Um super beijo, Andréa del Fuego.

  4. Suuuper honra tê-la por aqui, Andréa!
    Volte mais! Volte sempre!!

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