mira

chata

Uma hora e duas janelas fechadas depois, não havia mais nada a fazer: já gastara todos os ruídos de seu intestino e os neurônios de seu cérebro tentando entender quais seriam as motivações que o fariam desistir ali, no meio da estrada, justo ali, em que o caminho fazia curva e as mãos, para não se perderem, fatalmente se encontrariam. Ou morreriam de vez.

Entenda: ela não tinha medo da morte, nem de saltar sobre o abismo ainda que almejasse a montanha. Não tinha. O que a desanimava era o desequilíbrio diante dos distantes atropelos. Desistir? Agora? Justo agora em que o perigo se aproximava?

E olhava… olhava fria, firme, sozinha… olhava o caminho que percorreria ainda por toda uma vida inteira…

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