da janela lateral:

em

eu vejo duas pernas ociosas fracas e tristes tremeluzentes em zigue-zague-direção-reta rumo à padaria duas quadras dali.

o ônibus seu motorista seu cobrador suas câmeras de insegurança e cemsúmero de passageiros em pé e sentados dormiam sem esperança de chegar no não-importa-onde lugar.

e nas ruas da metrópole, o absurdo: as duas pernas ociosas fracas e tristes tremeluzentes em zigue-zague-direção-reta rumo à padaria duas quadras dali, chegam.

o ônibus, que nunca, brilha ocioso sob o sol e a garoa fina… antes da inundação.  

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