Miedo

“Medo de errar. Sempre tive. Medo de errar é que é a minha paciência. Mal. O senhor fia? Pudesse tirar de si esse medo-de-errar, a gente estava salva.” – Guimarães Rosa in Grande Sertão: Veredas.

  • ***********************

Hoje os vôos foram pequenos

Para tantas asas.

E o avião que partiu

Ainda não era você.

Hoje o café sobre a mesa

Posta

E o silêncio

Vazio

Como a xícara – que quebrei para adiar as palavras…

Hoje,

A lembrança do filme com vinho e chocolate

E as cócegas embaixo do edredon

– Bom, ao menos, é o que me lembro –

Hoje as risadas calaram mais alto

E as lágrimas

Molharam saudade.

Ponto.

Capitu traiu Bentinho?

Sempre defendi que não.

Você acusava: olhos de ressaca!

Hoje a distância

Une mais que separa.

São só recordações

Re-sentimento sem mágoa

Vontade de olhar,

Menina,

O cadáver…

mais uma vez.

E ponto.

Anúncios

1 comentário Adicione o seu

  1. adelaide disse:

    Sempre vale a pena vir aqui : )

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s