Fina Flor do Desejo – parte 3

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– Um gole de Baco (parte 7
– das palavras que lhe fal(t)aram)

:

eu vou escrever teus passos;
fotografar meus sentimentos;
e editar nossos pensamentos. 

– devorada. 

praevideo 
Do Amor que não dignifica

 Ele disse que não tem palavras
que descrevam
sua fome
:de pão;
de tanto passado.…. 

Ela (já) disse
do imenso encantamento manso
re-verberando em todas as estações…
 

Mihi visum
… Do Amor que não dignifica ninguém 

“Ipês II(…)

Não contei a mais ninguém
Não provei de qualquer néctar
Que não fosse o teu prazer
(desde que me semeaste)
Meus segredos são mais teus
Que de quem quiser saber
Faz-te de ti meu casulo
(e me abriga por uma noite) (…)”
(Danilo Sanches) 

– no(ó)s muitos tantos inversos –

Revideo   Prelúdico – Cartas para fazer sentido 

… Queria entender: que porra de nudez é esta, que brota as pupilas nas palavras do papel? E que porra de mudez é esta que tinge de laranja o vermelho da voz? Mas escrever é justamente isto: é jorrar sobre o rio que não foi derramado. (E o crítico tenta, inutilmente, fotografar a paisagem inventada doidamente. Doída-mente.). Será mesmo necessário reviver cada gesto para escrever; escrever para esquecer; esquecer para (re)viver?  E neste processo, o que devo sacrificar? A sua lembrança como homem; a sua existência como amigo; o meu desejo como mulher? Já imagino a resposta e lhe antecipo meu pedido de perdão por qualquer uma das mortes necessárias, eventuais ou não.
Falar de você é falar de tudo o que poderia ter sido; tudo o que poderia ter vindo; tudo o que foi nos detalhes; tudo o que se perdeu na forma.
Falar de nós dois é, em última e primeira instância, falar de mim. E olhar para este espaço escuro de novo, assusta. Pois, por mais que a ferida não esteja exposta, a cicatriz lembra o açoite – que talvez eu, esta dominatrix romântica, tenha lhe pedido, e que você, habilmente, soube aplicar tão bem. 

   Sem precedentes, um sussurro
– sem palavras –:
um dia, se couber, te mostro os labirintos do meu amor.  

…Do Amor que não dignifica ninguém. Humaniza.

do que nasceu
aqui
não precisa
não existem

palavras.

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2 comentários Adicione o seu

  1. Rômulo disse:

    muitas cores
    da sua
    bela voz
    aqui dita
    vermelha

    ;-))

  2. clau disse:

    Você é deveras interessante.

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