Quadro para uma fotografia (ou Carta Para Um Novo Amigo)

em



Hoje
Teu nome tem o cheiro doce das lembranças,
Tem o gosto amargo do passado,
Tem a fluidez dos ventos de Barão.

Hoje,
Com as pontas de todos os meus dedos,
Escrevi,
Em meu corpo,
O eco da distância:
Solidão.

(A polidez só cabe em alguns gestos. Perdão.)
…………………………………………………………………….

eu poderia falar do mar que não conseguiu me banhar por causa da chuva mais forte que a onda eu poderia falar de você indo embora naquele quadro que ainda ficou eu poderia falar da casa que não alugamos e do pequeno espaço que não temos mais eu poderia falar de tantas coisas mas só vou falar da tatuagem que você (não) me fez.
está aqui. bem aqui gravada naquele lugar que só você para descobrir e fazer seu. está aqui.

Não. Não está…

(Por que só eu escuto o barulho da chuva, que não me deixa entrar no mar?)
………………………………………………………………………..

–Há de ser nada; [só] literatura escondida num peito doído.

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4 comentários Adicione o seu

  1. Fernando Rozano disse:

    Lindos textos, Bia. “escrevi em meu corpo, ecos da distância…”, forte e denso. Passa no fotolog, tem uma foto especial lá. Beijos e saudade.

  2. renato disse:

    Ou fotografia para umas palavras… Saudades de vir aqui.
    Um beijo.

  3. Sanches disse:

    As rimas.
    Antes, a história…
    “…E o que é fundo nem sempre rima/ e o que confundo ser obra prima/ é apenas tinta sobre celulose”

  4. Cármen Neves disse:

    Bia querida!
    Escolhi este poema para o meu livro.Adorei! Beijos.

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