Corpos

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Em resposta ao desabafo triste de minha amiga Ana Peluso em seu blog, gostaria de dizer aqui o motivo de ser deste espaço.

Não espero uniformidade de opiniões, assim como ninguém poderá esperar que sejam postados apenas poemas e criações artísticas. Este é um espaço aberto de discussão, criação (sim, como não poderia deixar de ser) e de divulgação de eventos (a favor) e de barbáries (contra a cultura).

Porque de resistência, de sim e de não, é que vivem os corpos.

Chega de artistas-células que só se envolvem com suas obras.
Cláudio Daniel, durante a FLAP de 2005, disse em mesa que se colocassem todos os escritores, poetas e intelectuais numa sala e jogassem uma bomba, sociedade nenhuma sentiria os efeitos. Está coberto de razão! Não nos envolvemos há décadas com os problemas sociais, com nada que ultrapasse nosso sujo umbigo, nossa pele desgastada, nosso escritório mal-iluminado cheio de papéis-zumbis. Chega!
Se o corpo social morreu, não há mais para quem escrever. Não há mais para que. Não há mais. Não há. Não.

Sim, eventos serão divulgados, textos serão criados, arte será exposta, comentários serão comentados (e não excluídos) e o grito será dado!
Porque se acomodar, como eu já disse à minha amiga, não afasta nem antecipa a morte.
Um brinde à vida!

(Por favor, notícias de eventos, exposições, lançamentos etc, enviem para meu e-mail: bee.galvao@uol.com.br
E não se esqueçam de participar da manifestação postada abaixo.
Voltem sempre e obrigada pela visita.)

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2 comentários Adicione o seu

  1. Ana P. disse:

    Eu preciso “estar” aqui com mais calma, e estou sempre por um triz, justo eu, a que não é Beatriz, mas que vive por um triz (como paradoxo, talvez), que não é moça, não é bela, mas é triz…te. A que dança no sétimo céu, crê que seja outro país… Mas é Ana, o papel decorado, e pronto: poucos entram na minha vida, talvez pq. pouco mereçam me conhecer de verdade. A gente já leva porrada por tão pouco…

    Entretando: acho que Cld exagerou. Se isso acontecesse, aí sim, sentiriam falta de todo o citado, pq. o humano só sente falta daquilo que perde, e quando perde. Aí, sim, talvez, as pessoas dessem mais valor à esse papel de “artista” que cada um de nós se propõe a cumprir, justamente por sacar tanta coisa do mundo, que não pode ser sacada pelo mundo todo, senão a mola que o mantém nesse jogo de repasse, se esgota e pára…

    Por um triz, sempre existem muitos desastres nas mãos das pessoas. Mas continuo acreditando que não, não é perigoso a gente ser feliz.

    Acredito num amanhã com a real força de um novo dia, com LUZ suficiente para clarear idéias e ideais, tirar as gentes perdidas de seus umbrais, nessa busca insana pelo “aspirado” ouro de tolo.
    Acredito mesmo. Talvez seja um dos papéis das “atTRIZes poetas”, ou das dadas à paixão de escrever. Quem escreve, acaba sempre crendo que sua fábula pode servir à duas coisas: alerta e profecia.
    Eu creio num amanhã melhor. Por ora, sou triste por um triz… com essa multipolaridade que nasceu comigo, posso ficar feliz por outro triz!
    Mas posso ser apenas, também por um triz, uma esperança para mim mesma, antes de tudo.

    Te adoro! Vc sabe.
    Parabéns pelo espaço! Aguarde divulgação e colaboração.
    Beijo-te também!

  2. Beatriz Galvão disse:

    Ana,

    alguns riscos devem ser corridos… quando nos propomos a conhecer alguém, por um triz, tudo pode acontecer: até a felicidade.
    Adoro tuas visitas, tuas palavras, teu carinho, tudo!
    E quanto ao poeta e a sociedade, exagero ou não, o fato é que quando células morrem, o corpo as repõe. Mas quando um corpo morre, toda uma sociedade muda…
    Desabrochemos, então. Juntos!
    Te beijo daqui!

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