Vaidade 1

em

Uma vez lhe perguntaram o porquê de tanto aprumo:
babados, rendados, bocas, gestos, sedas, lacres…
(… e o silêncio respondeu pela embalagem. Vazia.)
As recepções, sempre cheias. Jamais decepcionavam pela falta de requinte:
ouros, jóias, pratarias, sorrisos, babados, rendados, bocas, gestos, sedas, lacres…
(e a música tocava sozinha. Tocava ninguém)
Disse que as portas estariam sempre abertas àqueles que soubessem lhe reconhecer o valor.
-Não saberia que, aquele dia, a noite traria a faca para cortar-lhe o Mundo-
Quebrou.
Silêncio.
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