Da Raíz que salta ao Sol.

em


Algo a dizer. Talvez o mesmo. Talvez o nada.

Olha,
Ser artista na cidade é comer um fiapo, é vestir um farrapo, é ficar à vontade, é vagar pela noite, é ser um vaga-lume.
(Será que é pintura o rosto da atriz?)
É catar uma guimba, é tomar uma pinga, é pintar um tapume.
(Será que é uma estrela? Será que é mentira? Será que é comédia? Será que é divina?)
É não ter documento, até que o rapa te pega, te dobra, te amassa e te joga lá dentro.
– E se eu pudesse entrar na sua vida… –

O perigo de ser feliz quebra os cacos: tudo por um triz.

Talvez não faça diferença, mas o grito mudou de cor.
————————————————————————————————
(Trechos de A Cidade dos Artistas e Beatriz, ambas músicas de Chico Buarque de Holanda).
Inquietação: o que morrera, volta, agora, renovado.

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4 comentários Adicione o seu

  1. Anonymous disse:

    Gosto desta foto do Man Ray, ainda que esteja aqui só pela metade.

  2. Beatriz Galvão disse:

    Aqui, muitas coisas podem vir pela metade.
    Aqui os cacos também interessam…
    {}ços.

  3. Anonymous disse:

    A suavidade do seu blog, chegou na hora em que em tudo pensava…lindo.bjs.Célia

  4. Beatriz Galvão disse:

    E a suavidade das tuas palavras me dão azas para continuar vôo, Célia!
    Obrigada pela visita e pelo comentário!

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