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Sensibilidade e apego

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Meu Guru

Osho

“… Se você estiver mais sensível, você estará desapegado; ou, se você estiver desapegado, você se tornará mais e mais sensível. Sensibilidade não é apego, sensibilidade é percepção. Somente uma pessoa perceptiva pode ser sensível. Se você não for perceptivo, você será insensível. Quando você é inconsciente, você é totalmente insensível – quanto mais consciência, mais sensibilidade. Um Buda é totalmente sensível, ele tem máxima sensibilidade, porque ele sentirá e estará ciente de sua total capacidade.

Quando você é sensível e consciente, você não pode ser apegado. Você será desapegado, porque o próprio fenômeno da consciência quebra a ponte, destrói a ponte, entre você e as coisas, entre você e as pessoas, entre você e o mundo. A inconsciência, a falta de perceptividade, é a causa do apego.

… Se você está alerta, a ponte de repente desaparece. Quando você fica alerta não há nada que ligue você ao mundo. O mundo existe, você existe, mas entre os dois a ponte desapareceu. A ponte é feita de sua inconsciência. Assim sendo, não pense que você ficou apegado porque você está mais sensível. Não. Se você estiver mais sensível, você não ficará apegado. O apego é uma qualidade muito grosseira, não é sutil. Para o apego, você não precisa estar consciente e alerta. Não há nenhuma necessidade….

Para o apego, a consciência não é necessária; ao contrário, a consciência é a barreira. Quanto mais consciente você se torna, menos você será apegado, porque a necessidade de apego desaparece. Por que você quer estar apegado a alguém? Porque sozinho você sente que você não se basta.

Você sente falta de alguma coisa. Algo fica incompleto em você. Você não é inteiro. Você precisa de alguém para completá-lo. Daí, o apego. Se você está consciente, você está completo, você é inteiro – o círculo está completo agora, não está faltando nada em você – você não precisa de ninguém. Você, sozinho, sente uma total independência, uma sensação de inteireza.

… Isso não quer dizer que você não amará as pessoas; ao contrário, somente você pode amar. Uma pessoa que seja dependente de você não pode amá-lo: ela o odiará. Uma pessoa que precisa de você não pode amá-lo. Ela o odiará, porque você se torna o cativeiro. Ela sente que sem você ela não pode viver, sem você ela não pode ser feliz, então, você é a causa das duas coisas, da felicidade e da infelicidade dela. Ela não pode se dar ao luxo de perdê-lo e isso lhe dará uma sensação de aprisionamento: ela é sua prisioneira e se ressentirá disso; ela lutará contra isso.

As pessoas odeiam e amam ao mesmo tempo, mas este amor não pode ser muito profundo. Somente uma pessoa que seja consciente, pode amar, porque esta pessoa não precisa de você. Mas, então, o amor tem uma dimensão totalmente diferente: ele não é apego, ele não é dependência.

A pessoa não é sua dependente e não o fará dependente dela: a pessoa permanecerá uma liberdade e lhe permitirá permanecer uma liberdade. Vocês serão dois agentes livres, dois seres totais, inteiros, se encontrando. Esse encontro será uma festividade, uma celebração – não uma dependência. Esse encontro será uma alegria, uma brincadeira”.

Osho, The Book of the Secrets.

Escrito por Beatriz Galvão

26/04/2009 em 23:23

Publicado em vertigens

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