“Medo de errar. Sempre tive. Medo de errar é que é a minha paciência. Mal. O senhor fia? Pudesse tirar de si esse medo-de-errar, a gente estava salva.” – Guimarães Rosa in Grande Sertão: Veredas.
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Hoje os vôos foram pequenos
Para tantas asas.
E o avião que partiu
Ainda não era você.
Hoje o café sobre a mesa
Posta
E o silêncio
Vazio
Como a xícara – que quebrei para adiar as palavras…
Hoje,
A lembrança do filme com vinho e chocolate
E as cócegas embaixo do edredon
- Bom, ao menos, é o que me lembro –
Hoje as risadas calaram mais alto
E as lágrimas
Molharam saudade.
Ponto.
Capitu traiu Bentinho?
Sempre defendi que não.
Você acusava: olhos de ressaca!
Hoje a distância
Une mais que separa.
São só recordações
Re-sentimento sem mágoa
Vontade de olhar,
Menina,
O cadáver…
Só
mais uma vez.
E ponto.







