Insólita Insone

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projeto ChisteXtura-Virtual.
concepção, poema e edição: Beatriz Galvão.
música: Cursum Perficio, Enya (Watermark)

Escrito por Beatriz Galvão

24/09/2009 em 23:34

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Estudos sobre o EscreVer II

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Lições pela Pedra

Áporo

Um inseto cava
cava sem alarme
perfurando a terra
sem achar escape.

Que fazer, exausto,
em país bloqueado,
enlace de noite
raiz e minério?

Eis que o labirinto
(oh razão, mistério)
presto se desata:

em verde, sozinha,
antieuclidiana,
uma orquídea forma-se. (Drummond)


*****

eis que o deslumbramento veio
mudo

******

A mulher, de boca atada
encarava
no espelho-árido-cortante
os fios do punho de aço

(in-vi-sí-Veis?)

Ontem ela chorou com a boca cheia de sangue. Após
um breve colapso,

Dr
u
mm
on
d voltou à luz
a-po-ra-ti-ca-men-te
antieuclidianamente
com labirintos de insetos
com ela no labirinto
num país bloqueado
ela-raíz-minério

em pleno ápice:

escuridão.

Não lutou
-cavava fundo
mais para se perder
que para encontrar

o que quer que fosse-.

Afundou o travesseiro
em gotas salgadas
nas ondas de suas dúvidas

e,

simplesmente,

nasceu
no poema-orquídea
do escritor-pedra
(por onde, tantas vezes, a lição se faz).

Mas isto já é outra composição.

Escrito por Beatriz Galvão

08/09/2009 em 03:40

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Estudos sobre o EscreVer I

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“Enquanto o indivíduo não descobre que é um ser temporal, e portanto sujeito à morte (…), ele não está vivendo… está deslizando por aí.
A Literatura é um aprofundamento desta questão do tempo… uma bifurcação que é o encontro com o Amor e com a Morte. (…)

A Vida, no caso do escritor, só existe quando é transformada em palavras.” – Affonso Romano de Sant´Anna

Escrito por Beatriz Galvão

07/09/2009 em 22:29

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Livro como um cartão de visita

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Carlos Augusto Lima

Há os que escrevem e silenciam. Discretos, maquinando palavras, atos e omissões sem culpas, sem grandes culpas. Há os que escrevem e acham um viés de gritar, fazer estrido e paquerar com o sucesso. Há os que escrevem e se desesperam com a ausência do sucesso, da glória, do estrelato, do grande contrato editorial. Meu Deus! tende pena destes coitados. Ameniza, Senhor, tamanho sofrimento. Há os que escrevem só por vontade, por um nada, pelo simples querer.

Há também aqueles que escrevem e se reconhecem como tais, ou problematizam esse reconhecer: o que é escrever? Que publicam, circulam, são publicados, vistos, admirados na medida (qual medida?), organizam o movimento e, ao mesmo tempo, podem silenciar, não dizer de nada, daquilo, estar apontando isso ou aquilo. Há os que escrevem e podem calar. Entrar no jogo da mercancia do livro, mas podem transformar a ideia do livro no gesto diminuto da companhia, de saudar as companhias, as amizades. Livros como um agradecimento. Livros como uma graça, ou, quem sabe, cartões de visita.

Lembro desse gesto ao vasculhar minha pobre biblioteca, ainda ajustando os livros na ordem, alguma ordem que vai surgindo lentamente, que vai sendo adiada, mas cumprida, feita, na medida do possível, do fazer. Vejo entre os achados os delicados livrinhos ofertados a mim pelo poeta e amigo Heitor Ferraz. Livros artesanais, se entendermos a artesania de hoje como aquela em que nos auxilia um computador qualquer e impressora das mais caseiras. Papel A4 comum para o miolo, um outro de mais fino trato para a capa, comprado de passagem e nem tanto de resma. Um grampeador muito simples. Livros feitos em casa, tanto que sua editora imaginária chama-se ´Livros da Casa´. Para os amigos, um gesto do singelo e do agrado. Três volumes para mim: ´Dias assim (só para fumantes)´, ´Um a menos´, ´Improvisos´, este último com o registro da visita dos amigos que estão de passagem por São Paulo, naquele Julho de 2008, em que a memória nos coloca de volta, caminhando na madrugada e uma lâmina de vento frio corta as orelhas, mas não impede o riso frouxo, a malícia, alguma possibilidade de alegria adiando o enfrentamento do mundo quando amanhece. Eu de cá agradeço em silêncio, enquanto releio os poemas de Heitor e suas intermináveis caminhadas para algum lugar onde não se sabe onde dentro de si mesmo.

Vasculho, vasculho, vasculho e encontro um envelope vermelho a mim recém ofertado e dentro do mesmo um livrinho vermelho de igual artesanato, folhas imperfeitas que saltam para além da capa, o bonito que sobra da imperfeição: ´That´s Amore´, de Virna Teixeira, que chegou numa noite quente e chuvosa, os amigos já dispersos da noite festiva em casa, mas chegou como quem era há tempos aguardada, como quem retorna para casa de viagem longa. Na bagagem, Virna me trouxe esse livro que é como um também cartão de visita, um postal de viagem, as suas viagens pela tradução em 13 poemas de amor, amores, vertidos por ela diretamente do inglês ( em sua maioria) ou do francês. Versos de Appolinaire, Tzara, Robert Creeley, William Carlos Williams, Ted Hughes e outros, embalados, dobrados e costurados de próprio punho, ela me conta, em 50 exemplares, carimbados e numerados, um ofício que lhe exige concentração e precisão, daí, um nome bonito e sugestivo para o que já virou um selo, sua editora que traz no bolso: Arqueria.

Os poemas de ´That´s Amore´, suas traduções, foram publicados no blogue que Virna Teixeira (http://www.papelderascunho.net) mantém para o exercício do poema e da tradução. A idéia de transportá-los para o livro, de fazer os livros de próprio punho tem a ver com a dificuldade eterna de publicar em massa, principalmente traduções. Nada que uma impressora caseira e uma boa dose de disposição não resolvam. Resolvem? Você, futuro poeta, se dará por satisfeito? Sentirá-se feliz com estes gestos do mínimo? Poesia, meu caro, é a arte da paciência e de seus limites.

Volto com os livros para a estante. Há outras coisas por mostrar e dizer. Mas agora não é hora. Agradeço a Heitor Ferraz sua lembrança e a falta dos amigos de longe se amplia e cava como um gesto mais fundo. Agradeço a Virna pelo envelope vermelho e pelo que veio dentro dele. Mas fico feliz ainda mais porque é como alguém que retorna, parte, mas promete, dessa vez, voltar. A qualquer hora tomo de uma coragem e copio essas ideias bonitas e faço um livro que é pura oferta e amizade. Não tenho a menor idéia do que dizer, mas o título retiro agora do cumprimento que saco para alguém que me chega em casa, interrompendo este artigo que termina. Alguém que veio de longe, de um sertão que não lembro o nome: ´Fique à vontade, a casa também é sua´.

(Fonte: Caderno 3, Diário do Nordeste)

Escrito por Beatriz Galvão

14/04/2009 em 03:27

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Reflexões desta madrugada

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Escrito por Beatriz Galvão

08/04/2009 em 05:05

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Poiesis mapeia pontos de poesia na Grand …

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Poiesis mapeia pontos de poesia na Grande São Paulo: http://ourivesariadapalavra.blogspot.com/

Escrito por Beatriz Galvão

18/03/2009 em 22:39

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A Hora da Estrada

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Não sei quantas almas tenho

 

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : “Fui eu ?”
Deus sabe, porque o escreveu.

– Fernando Pessoa –
Voltei para aqui: http://umtriz.blogspot.com/
Não sei por quanto tempo. Nem sei direito o porquê. Necessidade de mudança? Inquietação? Charme do Blogspot? Poderia inventar qualquer coisa mas, a verdade é que, quando vi, já estava lá.
Te encontro? 

Escrito por Beatriz Galvão

03/11/2008 em 02:06

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Flap 2008

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Flap 2008

Flap 2008

FLAP! 2.0 08
Zona Franca – Viva La Conexión!

www.flap2008.worpress.com

De 1º a 8 de agosto | São Paulo, gratuito

 

Zona Franca nos remete à idéia da troca comercial entre nações e delimita um território onde há o estímulo à circulação do capital financeiro.  A proposta da FLAP! 2008 é adulterar esse conceito, transplantando-o para contexto cultural. A exemplo do Festival Tordesilhas, que em 2007 propôs um amplo debate de autores ibero-americanos, a FLAP! alarga suas fronteiras, convidando para sua quarta edição mais de 20 escritores latino-americanos.

O programa traz uma semana inteira de eventos, com trocas de experiências entre diferentes gerações, saberes e lugares. Da zona leste a oeste, passando pelo sul e sem abandonar o centro, a FLAP! acontecerá em centros culturais diversos, estimulando o contato entre autores, produtores culturais, acadêmicos, estudantes e interessados em geral. Como essencial ao espírito do evento, permanecem a informalidade, os debates apaixonados e a ampla participação do público.

O portuñol será idioma oficial do evento, que por oito dias agregará uma comunidade cujo principal traço é o interesse pela literatura contemporânea e a sua relação com as outras artes. No melhor espírito 2.0 08 e com tecnologias simples, nada além de um blogue e uma webcam, os organizadores transmitem, ao vivo e com chat, discussões sobre o evento e leitura de poemas (via www.ustream.tv). Outra inovação é evidenciar a rede de blogues amigos, o uso do twitter e contar detalhes de “como se organiza o evento” nas postagens. Os convidados latinos também poderão escrever diretamente no blogue oficial do evento. Y viva la conexión!

 

Blogue: www.flap2008.wordpress.com

Programa: http://flap2008.wordpress.com/programacao-sp

Contato: contato.vacamarela@gmail.com

Escrito por Beatriz Galvão

24/07/2008 em 14:09

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Revista Coyote

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Caríssimos,

Estou aguardando que alguns contatos me retornem com a informação sobre o e-mail do editor da Revista Coyote para, então, informá-lo a vocês.
(Ocorre que alguns internautas estão me perguntando, através de comentários, essa informação que, infelizmente, ainda não possuo…)

Beijíssimos,

Me

———

Contatos que consegui somente hoje, dia 10/11/2008:

losnak@onda.com.br rgarcialopes@gmail.com zonabranca@uol.com.br

Fone: (43) 3334-3299 / (11) 3731-3281

Escrito por Beatriz Galvão

23/07/2008 em 12:16

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tÁ CHEGANDO…

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tÁ CHEGANDO…

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FLAP 2008!

Escrito por Beatriz Galvão

09/07/2008 em 21:24

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