Estudos sobre o EscreVer III

… porque todas as artes estão interligadas:

Publicado em: on 04/10/2009 at 02:30 Deixe um comentário
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palavra-sêmen

projeto ChisteXtura-Virtual.
concepção, poema e edição: Beatriz Galvão.
música: Cursum Perficio, Enya (Watermark)

Publicado em: on 24/09/2009 at 23:34 Deixe um comentário
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Cor-respondência

“Repito:

Se meta na minha vida!
Outra vez, meta!
Remeta!”

- Elisa Lucinda

Publicado em: on 11/08/2009 at 01:03 Deixe um comentário
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O meu é com creme

café com autor

Publicado em: on 05/08/2009 at 14:04 Comentários (1)
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nesta insônia, eis que me descubro

dos lençóis, dos véus, dos ciscos. 

Descubro,
atenta
atônita
acordada:

E o sagrado se desdobra.
Susto.
Salto:

 

Daqui.

Publicado em: on 27/05/2009 at 06:29 Deixe um comentário
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Oficina de Criação Poética

O poeta Claudio Daniel realiza um curso de criação poética no Ateliê do Centro, localizado na rua Epitácio Pessoa, 91, próximo à estação de metrô República, em São Paulo.

O curso, que acontece aos sábados, das 15 às 17h, é dividido em vários módulos, com exposições teóricas sobre Mallarmé, Valéry, Ezra Pound, Haroldo de Campos, entre outros poetas, e exercícios práticos de criação.

Para que mora em outras cidades, o curso pode ser feito on line, via Skype.

Informações sobre o curso estão disponíveis no blog Laboratório de criação poética, na página http://labcripoe.blogspot.com.

Quem estiver interessado em participar pode enviar uma mensagem para o e-mail claudio.dan@gmail.com.

Publicado em: on 16/05/2009 at 01:27 Deixe um comentário
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Livro como um cartão de visita

Carlos Augusto Lima

Há os que escrevem e silenciam. Discretos, maquinando palavras, atos e omissões sem culpas, sem grandes culpas. Há os que escrevem e acham um viés de gritar, fazer estrido e paquerar com o sucesso. Há os que escrevem e se desesperam com a ausência do sucesso, da glória, do estrelato, do grande contrato editorial. Meu Deus! tende pena destes coitados. Ameniza, Senhor, tamanho sofrimento. Há os que escrevem só por vontade, por um nada, pelo simples querer.

Há também aqueles que escrevem e se reconhecem como tais, ou problematizam esse reconhecer: o que é escrever? Que publicam, circulam, são publicados, vistos, admirados na medida (qual medida?), organizam o movimento e, ao mesmo tempo, podem silenciar, não dizer de nada, daquilo, estar apontando isso ou aquilo. Há os que escrevem e podem calar. Entrar no jogo da mercancia do livro, mas podem transformar a ideia do livro no gesto diminuto da companhia, de saudar as companhias, as amizades. Livros como um agradecimento. Livros como uma graça, ou, quem sabe, cartões de visita.

Lembro desse gesto ao vasculhar minha pobre biblioteca, ainda ajustando os livros na ordem, alguma ordem que vai surgindo lentamente, que vai sendo adiada, mas cumprida, feita, na medida do possível, do fazer. Vejo entre os achados os delicados livrinhos ofertados a mim pelo poeta e amigo Heitor Ferraz. Livros artesanais, se entendermos a artesania de hoje como aquela em que nos auxilia um computador qualquer e impressora das mais caseiras. Papel A4 comum para o miolo, um outro de mais fino trato para a capa, comprado de passagem e nem tanto de resma. Um grampeador muito simples. Livros feitos em casa, tanto que sua editora imaginária chama-se ´Livros da Casa´. Para os amigos, um gesto do singelo e do agrado. Três volumes para mim: ´Dias assim (só para fumantes)´, ´Um a menos´, ´Improvisos´, este último com o registro da visita dos amigos que estão de passagem por São Paulo, naquele Julho de 2008, em que a memória nos coloca de volta, caminhando na madrugada e uma lâmina de vento frio corta as orelhas, mas não impede o riso frouxo, a malícia, alguma possibilidade de alegria adiando o enfrentamento do mundo quando amanhece. Eu de cá agradeço em silêncio, enquanto releio os poemas de Heitor e suas intermináveis caminhadas para algum lugar onde não se sabe onde dentro de si mesmo.

Vasculho, vasculho, vasculho e encontro um envelope vermelho a mim recém ofertado e dentro do mesmo um livrinho vermelho de igual artesanato, folhas imperfeitas que saltam para além da capa, o bonito que sobra da imperfeição: ´That´s Amore´, de Virna Teixeira, que chegou numa noite quente e chuvosa, os amigos já dispersos da noite festiva em casa, mas chegou como quem era há tempos aguardada, como quem retorna para casa de viagem longa. Na bagagem, Virna me trouxe esse livro que é como um também cartão de visita, um postal de viagem, as suas viagens pela tradução em 13 poemas de amor, amores, vertidos por ela diretamente do inglês ( em sua maioria) ou do francês. Versos de Appolinaire, Tzara, Robert Creeley, William Carlos Williams, Ted Hughes e outros, embalados, dobrados e costurados de próprio punho, ela me conta, em 50 exemplares, carimbados e numerados, um ofício que lhe exige concentração e precisão, daí, um nome bonito e sugestivo para o que já virou um selo, sua editora que traz no bolso: Arqueria.

Os poemas de ´That´s Amore´, suas traduções, foram publicados no blogue que Virna Teixeira (http://www.papelderascunho.net) mantém para o exercício do poema e da tradução. A idéia de transportá-los para o livro, de fazer os livros de próprio punho tem a ver com a dificuldade eterna de publicar em massa, principalmente traduções. Nada que uma impressora caseira e uma boa dose de disposição não resolvam. Resolvem? Você, futuro poeta, se dará por satisfeito? Sentirá-se feliz com estes gestos do mínimo? Poesia, meu caro, é a arte da paciência e de seus limites.

Volto com os livros para a estante. Há outras coisas por mostrar e dizer. Mas agora não é hora. Agradeço a Heitor Ferraz sua lembrança e a falta dos amigos de longe se amplia e cava como um gesto mais fundo. Agradeço a Virna pelo envelope vermelho e pelo que veio dentro dele. Mas fico feliz ainda mais porque é como alguém que retorna, parte, mas promete, dessa vez, voltar. A qualquer hora tomo de uma coragem e copio essas ideias bonitas e faço um livro que é pura oferta e amizade. Não tenho a menor idéia do que dizer, mas o título retiro agora do cumprimento que saco para alguém que me chega em casa, interrompendo este artigo que termina. Alguém que veio de longe, de um sertão que não lembro o nome: ´Fique à vontade, a casa também é sua´.

(Fonte: Caderno 3, Diário do Nordeste)

Publicado em: on 14/04/2009 at 03:27 Deixe um comentário
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poesia hipermidiática

São raros os momentos de ARTE, como este:

Publicado em: on 10/04/2009 at 02:47 Comentários (1)
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Reflexões desta madrugada

Publicado em: on 08/04/2009 at 05:05 Deixe um comentário
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Arte de qualidade a todos

Finalmente, alguém que (re)pensa o velho modelo de atuação e de arte-para-artistas.
Aplauso de pé pela iniciativa. E estaremos esperando a estreia (já sem acento) em São Paulo!

 

(Fonte: Folha Ilustrada de hoje)

Fernanda Montenegro encarna Beauvoir em monólogo

LUCAS NEVES

O acaso tem sempre a última palavra, disse certa vez a filósofa francesa Simone de Beauvoir (1908-1986). Um de seus desígnios recentes foi o de reconduzir aos palcos a atriz Fernanda Montenegro, 79, depois de um hiato de sete anos, no papel mesmo da intelectual feminista e artífice do existencialismo.

O monólogo “Viver sem Tempos Mortos”, que apresenta o pensamento e os amores de Beauvoir a partir da correspondência dela com o marido, o também filósofo Jean-Paul Sartre (1905-1980), teve sua primeira apresentação anteontem à noite, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense.

Marcos César Santos

Fernanda Montenegro interpreta Simone de Beauvoir em “Viver sem Tempos Mortos”
“Foi o acaso que me levou a Simone. Não trabalhava com o meu amigo Sérgio Britto havia 39 anos. Resolvemos fazer uma peça juntos. Apareceu um texto sobre [o dramaturgo russo Anton] Tchecov (1860-1904), mas pegaram-no antes de nós. Depois, surgiu ‘Tête-à-Tête’, biografia da relação de Sartre e Beauvoir. Aí veio o sucesso do Sérgio com ‘A Última Gravação de Krapp/Ato sem Palavras 1′. Ele então ficou lá com o [autor dos textos Samuel] Beckett (1906-89), e eu segui sozinha com a Simone”, contou a atriz, em debate após o espetáculo.

Antes, sentada numa cadeira por 50 minutos, ela havia feito uma síntese didática e abrangente da vida da escritora –as primeiras reminiscências remontando à infância.

Aos 21 anos, ao prestar exames para a licenciatura em filosofia, Beauvoir é apresentada à confraria de René Maheu (1905-1975) e Sartre, tido à boca pequena como “um devasso, frequentador de prostíbulos”.

Com ele, descobre mais do que filmes de caubói e romances de capa-e-espada: a extensão do feminino e o amor livre. Ou não tão livre assim, já que não conseguirá esquecê-lo quando a guerra os afastar geografica (ele serve ao Exército) e, mais tarde, afetivamente.

Encenação econômica

O texto também relembra a ascensão do existencialismo como produto cultural de exportação francês no pós-guerra e o sucesso do livro “O Segundo Sexo”, em que Beauvoir propõe um olhar sobre a mulher que não tome o masculino como referência, farol absoluto.

A encenação, dirigida por Felipe Hirsch, é austera, econômica, confia à palavra o protagonismo. No palco, há só um tablado retangular preto encimado por uma cadeira da mesma cor. Também pretas, estruturas discretas abrigam refletores superior e laterais. O rigor lembra o teatro nu de Peter Brook.

“Viver sem Tempos Mortos” integra um projeto de formação de plateias, que inclui a exibição comentada de filmes com Fernanda Montenegro, um documentário sobre Beauvoir e debates. A “caravana” cruzará a Baixada Fluminense e a região serrana do Rio antes de chegar a São Paulo, em 21/5.

“Há quem diga: ‘Vai levar esses intelectuais ao povão?’ Acho que o silêncio do público durante a peça e as perguntas no debate afirmam a qualidade dessas plateias [de fora dos polos culturais], mostram que elas estão prontas para qualquer temática”, afirmou a atriz.

Publicado em: on 04/04/2009 at 16:30 Deixe um comentário
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