Era quase um sonho: a boca quase tremia, o coração quase na boca e borboletas no plexo solar.
As cartas quase chegavam, os olhos quase dilatavam, as palavras quase falavam as promessas quase no ar.
O vinho quase que veio, telefonemas que quase demoraram, e o fim de semana quase a chegar.
Então, os encontros, quase desfeitos, rumores quase rangendo, portas prestes a fechar.
A primeira quase desistência daquilo que era quase amor.
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pele pede pele
e
no espaço
entre
os tecidos:
o verbo
no presente contínuo


Sensacional. E é por iso que vc é dona de um dos poucos blogs que tenho o prazer de acompanhar. Parabéns.
w.
Ei…isso foi lindo…tem que ler como eu li (foi sem querer) li ouvindo Caetano…”Peter Gast”…e deu tudo certo, mais certo impossível…e ainda a ilustração da Vera…momento “quase” tudo…
…esqueci de dizer que o verbo no presente contínuo foi mesmo definitivo.