na mala
na mão
esquerda
aquele punhado de notas de sonsssibilantes oss
cilantess
guardados aos montes
aos ais
aos pais
às pás
aos pós
na mala
naquela mala
da mão esquerda
a que não quer
esquecer
quer ser
pra sempre
sibilantemente viva
na mala não se sabia
se os pós guardavam os cartões
se as palavras varriam os pós dos porões
[da memória]
da mala
ou se as palavras viviam dos pós
nos pós
para os pós
presentes para sempre
naquele sem alça objeto
dejeto
projeto
para sempre postergado

que coisa linda….
Obrigada, flor!
E saiu assim, quase sem querer, enquanto eu “quebrava a cabeça” com outro texto que provavelmente ficará para amanhã…
A literatura tem disso, né? Dá suas voltas o quanto quer, até se desprender de nós, naturalmente… Quase que de forma involuntária… =D
Adoro suas visitas!
Uau, Beatriz! Poesia maravilhosa, a música fica na cabeça. Um super beijo, Andréa del Fuego.
Suuuper honra tê-la por aqui, Andréa!
Volte mais! Volte sempre!!