Insólita Insone

]doses psicóticas [quase] diárias de lucidez[…

Archive for Dezembro 2007

Entendo

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GESSO
(Manuel Bandeira)

Esta minha estatuazinha de gesso, quando nova
— O gesso muito branco, as linhas muito puras —
Mal sugeria imagem de vida
(embora a figura chorasse).
Há muitos anos tenho-a comigo.
O tempo envelheceu-a, carcomeu-a, manchou-a de pátina
                                                         [ amarelo-suja.
Os meus olhos de tanto a olharem,
Impregnaram-na da minha humanidade irônica de tísico.
Um dia mão estúpida
Inadvertidamente a derrubou e partiu.
Então ajoelhei com raiva, recolhi aqueles tristes fragmentos,
                                  [ recompus a figurinha que chorava.
E o tempo sobre as feridas escureceu ainda mais o sujo
                                                  [ mordente de pátina…

Hoje esse gessozinho comercial
É tocante e vive, e me fez agora refletir
Que só é verdadeiramente vivo o que já sofreu.
               De O Ritmo Dissoluto (1924)

  • *******

só é verdadeiramente vivo o que já sofreu
só é verdadeiramente vivo o que já sofreu
só é verdadeiramente vivo o que já sofreu…

Escrito por Beatriz Galvão

13/12/2007 em 20:31

Publicado em Húmus

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(Antiga…)

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man.jpg

Eu

Olhares
Faces
Sorrisos
Facetas
Língua
Boca
Buceta
Poros
Nós
Bocas
Dentes
Línguas
Trava-línguas
Gengivas
Pedras
Água, sal
Falo, falos, conversas, teclados, visores, ouvidos-sem-tímpanos, palavras, pá-lavras, idéias, sementes, projetos, fuga, não-dito, mal-dito, ditados, deitados, silêncios, calados, cálidos, sozinhos, caminhos, buracos, frio, solidão, joguinhos, textículos, machados, flores-sem-papel, promessas, vírgulas, pontes

Você

Escrito por Beatriz Galvão

10/12/2007 em 00:33

De Hoje

com um comentário

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mas se for saudade que seja assim
Ó SINO da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão como triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Por mais que me tanjas perto,
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soas-me na alma distante.

A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto.

  • ******

(você não me disse quem foi…)

Escrito por Beatriz Galvão

07/12/2007 em 21:01

Publicado em Espinhos

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A Balada Literária não acabou!

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bkg_flyer.jpg

Sábado, dia 8 de dezembro, às 17h00, o famoso escritor gaúcho

Luis Fernando Verissimo fecha o ciclo de palestras da oficina

literária do escritor MARCELINO FREIRE, que acontece no

Centro Cultural b_arcofalando  sobre  sua trajetória e

extensa produção criativa. A entrada para o bate-papo

é franca. É só pegar SENHA meia hora antes.

Também serão lançados as antologias MOSCAS

Menores Escritores, e o livro de poemas

Velho  é o espelho de Maria de Lourdes Ferreira Alves.

Compareça, leve os amigos, famíliares, e fãs do LFV!

Site da Balada: http://www.baladaliteraria.org/home.html

Confira a programação completa no site do Centro Cultural b_arco,
http://www.obarco.com.br/

Endereço do Centro Cultural b_arco: Rua Virgílio de Carvalho Pinto, 422
Pinheiros – Tel. 11 3081-6986

Escrito por Beatriz Galvão

05/12/2007 em 13:26

Publicado em Agenda Cultural

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