Pequena crônica de uma natureza morta

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Se o Rio é de Janeiro
Sampa é diário

Diarréia de Tempo
sem tempo no dicionário

Vão de vidas
Ficam-se os anéis
e, em meio a tantas despedidas,
digitalis perdidas
inusitados broquéis

A massa
do pão
da gente
de fome

A mão
sem dente
de gente
consome

A face
alface
a foice

foda

sem transgressão

depressão
dormência

Afago no falo falido
ego-fastigioso-sum
de fato

e o paradoxo
do tempo perdido
e nunca mais encontrado

Publicado em: on 02/10/2007 at 00:58 Deixe um comentário