
ofertório da saudade anunciada
esvai-se o tempo
abrindo o tampo
de tudo de tanto
que tento nas noites
escrever de fugaz
que escorre da cana
que quebra na cama
que doido se trai
que muda de uma
pra outra estação
que cobre o rosto
descobre que posto
que a vida que rouba
o rosto que morde
não fala não fala
no mudo ouvido
e todo sentido
que pode nascer
da porta aberta
que aperta o nome
do que nunca se soube
se houve ou se há
amarga a língua
de talagada
tango samba balada
a boca velada
a vela apagada
a luz que acende
sem meias verdades
sandálias descalças
vestindo saudades
nos meus olhos teus
-Nel Meirelles
(de Pernambuco para Sempre.
-para nunca mais? -
Saudades, meu amigo…)
Linda homenagem amiga!!!!!! Digna do Nel!
que a gente lê sem fôlego e ao terminar continua sem fôlego.
Chôro como chorinho
Chave como de fenda
Rente como pertinho
Balcão como de venda
Vivo comuma lenda
Papel, pergaminho
Sarava!
Ja tô indo…
Bia,
penso da morte coisas boas, e somos breves, feitos deixar saudades.
Beijo.
(…) E Nel tinha combinado comigo, de vir aqui em casa agora em janeiro. Seria o próximo passeio dele. Nos últimos tempos, vinhamos conversamdo bastante ao telefone. O FALA POÉTICA é o PAI do “POEMINHAS…” foi do Nel, que copiei aquela idéia de “Postagem ao som de…” (…) Nel, foi a primeira pessoa que pegou um poema meu e publicou em outro lugar – colocou no TELESCÓPIO. Nel, me dizia: “minerin, eu gosto de tu pra caralho!” – “Você é meu amigo-irmão.” – “Já fez um poema-sobrinho para mim com a Vanusa?” Dizia que gostava muito das coisas que eu escrevia. Nem sei porque estou escrevendo isso… mas bateu aqui (…) Abraço Beatriz.