“em mim vive um verso
nascido da semente
engolida pelo inverno
em mim mora um tempo
regado pelo vinho
arrancado do verbo do chão
em mim resta a poesia
que escorre perene
por entre as planícies da mão”
(Nel Meirelles in: “Subtração”)
************
quisera eu ser verso
semente do tempo,
vinho lambendo o chão…
semente do tempo,
vinho lambendo o chão…
quisera eu ser verbo
poesia perene
nas lonjuras de tua mão…
poesia perene
nas lonjuras de tua mão…
Mas este infinito quebrar de dentes,
esta infinita subtração
traz-me de volta à tal da eterna condição:
esta infinita subtração
traz-me de volta à tal da eterna condição:



