Insólita Insone











{05/07/2009}   Amores e mudanças

contardo_calligaris

Como esbarrar num amor que nos transforme?
O filme “Tinha que Ser Você” dá uma dica preciosa


QUANDO A VIDA da gente está emperrada (o que não é raro), será que faz sentido esperar que um encontro, um amor, uma paixão se encarreguem de nos dar um novo rumo? Provavelmente, sim -no mínimo, é o que esperamos: afinal, o poder transformador do encontro amoroso faz o charme de muitos filmes e romances.

Os especialistas validam nossa esperança. Jacques Lacan, o psicanalista francês, dizia, por exemplo, que o amor é o sinal de uma “mudança de discurso”, ou seja, na linguagem dele, de uma mudança substancial na nossa relação com o mundo, com os outros e com nós mesmos. Claro, resta a pergunta: o que significa “sinal” nesse caso?

Duas possibilidades: o amor surge quando está na hora de a gente se transformar ou, então, é por amor que a gente se transforma. Não é necessário tomar partido: talvez as duas sejam verdadeiras.

Seja como for, volta e meia, alguém me pede uma receita: como esbarrar num amor que nos transforme? A resposta trivial diz que os encontros acontecem a cada esquina: difícil é enxergá-los e deixar que eles nos transformem, ou seja, difícil é ter a coragem de vivê-los. Aqui vai um exemplo.

O filme “Tinha que Ser Você”, escrito e dirigido por Joel Hopkins, além de ser uma pequena dádiva, oferece uma “dica” preciosa sobre as condições que fazem que um amor “engate”. É a história de um encontro ao qual os protagonistas tentam dar uma chance -a chance de transformar suas vidas.

Parêntese. Harvey (Dustin Hoffman) está na casa dos sessenta, e Kate (Emma Thompson) na dos cinquenta. É possível ver no filme uma parábola em prol da ideia de que nunca é tarde demais para deixar que um amor nos dê um novo rumo.

O título original, “Last Chance Harvey” (última chance Harvey), iria nessa direção: é agora ou nunca. Pode ser, mas talvez toda chance que a vida nos dá seja mesmo a nossa última.

Fora isso, o filme começa nos mostrando que a vida de Harvey é tão emperrada quanto a de Kate. Em ambos, há uma certa decepção por não conseguir (ou não ter conseguido) aventurar-se a viver seus sonhos -ser pianista de jazz para Harvey, e romancista para Kate. Os dois estão sozinhos e conformados com uma certa mediocridade afetiva: Kate se encaminha para ser a filha que cuidará para sempre da velha mãe, e Harvey já desistiu de ser o pai da filha de quem ele se distanciou, muitos anos antes, no divórcio que o separou da mãe dela.

Em suma, Harvey e Kate estão precisando de uma mudança.

Por que o encontro de Harvey e Kate teria mais sucesso do que os encontros às escuras que Kate se permite, de vez em quando? Por que eles não balbuciariam apenas a estupidez inibida que é habitual nesses casos? Simples, mas crucial: a conversa deles começa com uma sinceridade quase cínica. A “cantada” inicial de Harvey é o oposto do fazer de conta que é a regra das relações sociais, pois Harvey se apresenta confessando o fracasso de sua vida.

Logo, Harvey e Kate passeiam por Londres discorrendo e se conhecendo. Os espectadores descobrirão se eles saberão dar uma chance ao encontro ou, então, voltarão cada um para seu “conforto”.

O passeio pela cidade evoca dois filmes de Richard Linklater, que estão entre meus preferidos, “Antes do Amanhecer”, de 1995, e “Antes do Pôr-do-sol”, de 2004.

No primeiro, Jesse (Ethan Hawke) e Celine (Julie Delpy) encontram-se, passam um dia nas ruas de Viena e, enfim, separam-se. No segundo, eles se encontram de novo, em Paris, nove anos depois, e, também passeando, imaginam, de alguma forma, a outra vida que poderia ter sido a deles se, no fim daquele dia em Viena, eles tivessem apostado no futuro de seu encontro.
Aqui, uma recomendação prosaica que emana dos três filmes: se você procura um grande encontro amoroso, sempre use calçados confortáveis, porque nunca se sabe por quantos quilômetros se estenderão suas deambulações amorosas.

Brincadeira à parte, os filmes de Linklater talvez sejam mais tocantes -entre outras coisas, porque eles conferem uma beleza melancólica a uma desistência que é muito parecida com as renúncias às quais nos resignamos a cada dia. Mas o filme de Hopkins, “Tinha que Ser Você”, é mais generoso, porque ele nos deixa com uma sugestão: o diálogo que leva ao amor, que dá a cada um a vontade de se arriscar, não surge da sedução e do charme, mas da coragem de nos apresentarmos por nossas falhas, feridas e perdas.

(Texto de Contardo Calligaris)



“Meu amor é algo infinitamente precioso, que eu não tenho tempo de desperdiçar sem prestar contas”
– Freud

Numa noite dessas, insone – para variar –, eis que me descubro perambulando pela internet, sem muita paciência de me fixar em nada. Encontro, então, no site da CPFL Cultura, um vídeo do café filosófico de Catherina Koltai, sobre a família pós-moderna.

O pós-modernismo, segundo a psicanalista, teria se iniciado a partir da Revolução Francesa e seria marcado, sobretudo, por uma economia neo-liberal e um individualismo exacerbado; por uma cultura do hedonismo, do prazer a todo custo no aqui e agora; pelo delírio consumista e um desinteresse e desinvestimento no social. É como se, no mundo pós-moderno, nós desacreditássemos na possibilidade de mudança social. Todos estes fatores conjugados interfeririam diretamente em nosso conceito de Família, não representando, entretanto, o fim desta instituição. Logicamente, o conceito de Amor também se modifica dentro desta estrutura.

A família pós-moderna está menor, sendo considerados no núcleo familiar apenas a mãe, o pai e os filhos (quando muito), e não se baseia mais nem no amor romântico, nem no conceito de fidelidade. Hoje, os laços de casamento são procurados por laços de relações íntimas e sexuais, e quando há insatisfação, há maior possibilidade de separação. As perguntas que podemos levantar são: será que o fato dos laços terem se tornados tênues prejudica o novo conceito de família? É possível amar em liberdade? Catherina Koltai defende que depende da forma como vamos ler tais questões. Depende, inclusive, da forma como entenderemos os conceitos de felicidade e infelicidade.

Neste momento da palestra, Catherina introduz alguns tópicos do livro “O mal-estar da civilização”, de Freud, e inicia a explicação sobre os 3 fatores que atrapalhariam a felicidade humana:

  1. A natureza, que é sempre mais poderosa que o homem. Não se consegue dominá-la completamente;
  2. A decadência do nosso corpo. É o fato de sermos mortais, adoecermos e envelhecermos. A vida tem sempre um limite.
  3. E o mais importante: o convívio com meu semelhante (como diria Sartre: “o inferno são os outros” – citação minha).

O paradoxo de tudo isso está no fato de que se, por um lado, o convívio com nossos semelhantes nos impede a total felicidade, por outro, o isolamento é impossível. O homem criou a civilização, a família e o Estado para sobreviver à natureza. E, para fugir de um tipo de sofrimento (a natureza poderosa, por exemplo), o ser humano criou um sofrimento ainda maior (a sociedade).

Assim, o homem moderno trocou seu desejo de felicidade pela satisfação de não ser completamente infeliz.

Para compreender essa trajetória de satisfação em não ser completamente infeliz, é preciso entender o poder dos mitos.

Mito (Freud): Era uma vez um macho que possuía várias fêmeas pela força bruta. Neste momento, a liberdade deste pai primitivo era absoluta. Ali, ainda estávamos longe do que seria o conceito de todas as famílias humanas, que é a proibição universal do incesto. Isso ocorre até um momento em que os filhos se revoltam, matam o pai, fazem um festim canibálico e introjetam seus valores. Tudo o que o pai primitivo proibia pela força bruta, os filhos proibirão pela lei. Decidirão, pela lei, quais as mulheres proibidas e quais as permitidas. Ou seja, a primeira lei humana, que marca a passagem da orda primitiva (estágio natural) à família humana (estágio de cultura) é a lei universal proibitiva do incesto.

A primeira família humana, portanto, vai se basear em dois princípios: o do amor e o da necessidade (trabalho). O macho precisa de sua fêmea, e a fêmea não pode ser separada de suas crias. Caberia ao macho proteger sua fêmea e suas crias. Isso é Eros, o poder do amor sexual (freudianamente, todo amor é, em sua origem, sexual, é libido, mas se transforma quanto à finalidade).

A proibição universal do incesto mesclou famílias e gerou novas ramificações, criando comunidades cada vez maiores. O amor genital, erótico, levava à construção de novas famílias. Isso levou o humano a ter de conviver com um número cada vez maior de pessoas. Freud percebe, aqui, que há significativas diferenças entre o amor genital (entre 2) e o amor entre uma comunidade. O problema no amor genital é que “a gente nunca sofre tanto do que quando a gente ama” (Freud). Portanto, aquela que seria a primeira solução para a felicidade (o amor), acaba sendo uma solução para a infelicidade. Aquela que, em geral, mais nos faz sofrer.

Portanto, do ponto de vista Freudiano, o amor é exclusivo e, evidentemente, se opõe ao conceito de sociedade. Só que a sociedade e a vida factual não deixam de existir apenas porque queremos. Assim, o amor exclusivo tem vida curta. Os homens, então, já que não podem viver só de amor vão viver de trabalho e sociedade também. Só que as mulheres, ainda sob o ponto de vista de Freud, seriam anti-civilizatórias, pois gostariam de manter o ser amado perto delas, ao passo que o ser amado quer ir pro mundo. Isso evidencia a forma com que cada um dos gêneros tende a sentir, a entender e vivenciar o amor de formas particulares.

Aqui, com a complexidade das relações tanto no amor genital como no amor em sociedade (e a ampliação constante desta sociedade), entra a questão da agressividade que, para Freud, está no cerne de nossos desejos. O ser humano teria prazer com a agressividade. O ser humano, ao contrário dos animais, tortura. Essa punção de morte se revela na agressividade, na violência sexual, exploração do trabalho, exploração política, guerras, ditaduras etc. A violência revela-se em atos cotidianos e repetitivos, como se, de certa maneira, não aprendêssemos nada com a História.

O humano trabalha, portanto, com 2 punções:

  1. a de Amor: que construiu sociedades e busca ampliar cada vez mais este conceito;
  2. a de Morte, que procura destruir, através da violência, todos esses laços construídos.

O primeiro, tenta preservar a vida e o outro, tenta fazer com que o organismo volte ao estado inorgânico. Vivemos o tempo todo nesta dupla contradição. Freud vai dizer que nosso mal-estar decorre desta ambivalência em torno de nossas próprias construções sociais. Todas essas construções que nós mesmos edificamos, nós mesmos nos esforçamos por destruir. Para o psicanalista, esta ambigüidade não faz parte de algum processo evolutivo. Ou seja, não vivemos tal contradição simplesmente porque ainda não aprendemos a trabalhar e a conviver com tais condições contraditórias. Simplesmente, ambas as forças seriam ontogênicas, fazem parte de nossa própria natureza, de nossa essência humana. Neste sentido, a dualidade entre Eros e Tânatos faz com que o indivíduo, para escapar de sua própria destruição, seja levado a destruir o outro: tal é o conceito de punção de morte, elaborado por Freud. Para reprimir essa punção de morte, o ser humano vai desenvolver o complexo de culpa e o superego. Portanto, a violência que ele gostaria de colocar sobre o outro, ele acabará colocando sobre si mesmo.

Zygmunt Bauman, sociólogo, concorda com Freud de que o mal-estar social é estrutural e não conjuntural. Ele não crê numa evolução neste processo, o que, para um sociólogo – que costuma ter uma visão mais linear da evolução social –, é bastante curioso. Bauman reconhece que, na sociedade tal como Freud a descreveu, o ser humano trocou seu quinhão de liberdade por um quinhão de segurança. Na sociedade pós-moderna, parece, entretanto, que a troca tem sido inversa: em nome de uma liberdade individual, abrimos mão da segurança e vivemos numa sociedade do medo.

Em seu livro, Amor Líquido, Bauman analisa a fragilidade dos laços humanos. O autor investiga nesse livro de que forma as relações tornam-se cada vez mais ‘flexíveis’, gerando níveis de insegurança sempre maiores. A prioridade a relacionamentos em ‘redes’, as quais podem ser tecidas ou desmanchadas com igual facilidade – e freqüentemente sem que isso envolva nenhum contato além do virtual -, faz com que não saibamos mais manter laços a longo prazo. Mais que uma mera e triste constatação, esse livro é um alerta – não apenas as relações amorosas e os vínculos familiares são afetados, mas também a capacidade de tratar um estranho com humanidade é prejudicada.

(Vale ressaltar, entretanto, que continuo sendo uma romântica incorrigível)




mulher fogo

Por que tantas pessoas parecem tão obtusas, tão entediadas, simplesmente levando a vida de qualquer jeito?

Desperdiçando um tempo imansamente valioso que nunca serão capazes de recuperar – e desperdiçando com tal tédio, como se estivessem esperando a morte.
O que aconteceu com essas tantas pessoas? Por que elas não têm o mesmo frescor que as árvores? Por que o ser humano não tem a mesma canção que os pássaros? O que aconteceu com os seres humanos?

Aconteceu uma coisa: o ser humano imita os outros, tenta ser como outra pessoa. Ninguém está em casa; todos estão batendo à porta de uma outra pessoa; daí o descontentamento, o tédio, o embotamento, a angústia.

Uma pessoa inteligente tentará ser apenas ela mesma, seja qual for o custo. Ela nunca copiará, nunca imitará, nunca será como um papagaio; ela escutará sua própria chamada intrínseca, sentirá seu próprio ser e caminhará de acordo com ele, seja qual for o risco.

Há risco! Quando você copia os outros, há menos riscos. Quando você não copia ninguém, você está sozinho – há risco! Mas a vida acontece somente para aqueles que vivem perigosamente, para aqueles que são aventureiros, corajosos, atrevidos – a vida acontece somente a eles. A vida não acontece para pessoas mornas.

Osho, em “Inteligência – A Resposta Criativa ao Agora”
Blog – Palavra de Osho



{28/05/2009}   Passos

passos

 

“Já perdoei erros quase imperdoáveis, tentei substituir pessoas insubstituíveis e esquecer pessoas inesquecíveis.

Já fiz coisas por impulso, já me decepcionei com pessoas quando nunca pensei me decepcionar, mas também decepcionei alguém.

Já abracei para proteger, já dei risada quando não podia, fiz amigos eternos, amei e fui amado, fui amado e não amei, mas também já fui rejeitado.

Já gritei e pulei de tanta felicidade, já vivi de amor e fiz juras eternas, “quebrei a cara” muitas vezes!

Já chorei ouvindo música e vendo fotos, já liguei só para escutar uma voz, me apaixonei por um sorriso, já pensei que fosse morrer de tanta saudade e tive medo de perder alguém especial (e acabei perdendo)!
Mas vivi!
E ainda vivo!

Não passo pela vida… e você também não deveria passar.
Viva!!

Bom mesmo é ir a luta com determinação, abraçar a vida e viver com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é MUITO para ser insignificante.”

(Recebi como sendo um texto do Chaplin, mas não tenho certeza… Somente a certeza de que está certo.)



dos lençóis, dos véus, dos ciscos. 

Descubro,
atenta
atônita
acordada:

E o sagrado se desdobra.
Susto.
Salto:

 

Daqui.



{24/05/2009}   Surpreende-se?

 

Dalai Lama

Dalai Lama



O poeta Claudio Daniel realiza um curso de criação poética no Ateliê do Centro, localizado na rua Epitácio Pessoa, 91, próximo à estação de metrô República, em São Paulo.

O curso, que acontece aos sábados, das 15 às 17h, é dividido em vários módulos, com exposições teóricas sobre Mallarmé, Valéry, Ezra Pound, Haroldo de Campos, entre outros poetas, e exercícios práticos de criação.

Para que mora em outras cidades, o curso pode ser feito on line, via Skype.

Informações sobre o curso estão disponíveis no blog Laboratório de criação poética, na página http://labcripoe.blogspot.com.

Quem estiver interessado em participar pode enviar uma mensagem para o e-mail claudio.dan@gmail.com.



{26/04/2009}   Sensibilidade e apego

 

Meu Guru

Osho

“… Se você estiver mais sensível, você estará desapegado; ou, se você estiver desapegado, você se tornará mais e mais sensível. Sensibilidade não é apego, sensibilidade é percepção. Somente uma pessoa perceptiva pode ser sensível. Se você não for perceptivo, você será insensível. Quando você é inconsciente, você é totalmente insensível – quanto mais consciência, mais sensibilidade. Um Buda é totalmente sensível, ele tem máxima sensibilidade, porque ele sentirá e estará ciente de sua total capacidade.

Quando você é sensível e consciente, você não pode ser apegado. Você será desapegado, porque o próprio fenômeno da consciência quebra a ponte, destrói a ponte, entre você e as coisas, entre você e as pessoas, entre você e o mundo. A inconsciência, a falta de perceptividade, é a causa do apego.

… Se você está alerta, a ponte de repente desaparece. Quando você fica alerta não há nada que ligue você ao mundo. O mundo existe, você existe, mas entre os dois a ponte desapareceu. A ponte é feita de sua inconsciência. Assim sendo, não pense que você ficou apegado porque você está mais sensível. Não. Se você estiver mais sensível, você não ficará apegado. O apego é uma qualidade muito grosseira, não é sutil. Para o apego, você não precisa estar consciente e alerta. Não há nenhuma necessidade….

Para o apego, a consciência não é necessária; ao contrário, a consciência é a barreira. Quanto mais consciente você se torna, menos você será apegado, porque a necessidade de apego desaparece. Por que você quer estar apegado a alguém? Porque sozinho você sente que você não se basta.

Você sente falta de alguma coisa. Algo fica incompleto em você. Você não é inteiro. Você precisa de alguém para completá-lo. Daí, o apego. Se você está consciente, você está completo, você é inteiro – o círculo está completo agora, não está faltando nada em você – você não precisa de ninguém. Você, sozinho, sente uma total independência, uma sensação de inteireza.

… Isso não quer dizer que você não amará as pessoas; ao contrário, somente você pode amar. Uma pessoa que seja dependente de você não pode amá-lo: ela o odiará. Uma pessoa que precisa de você não pode amá-lo. Ela o odiará, porque você se torna o cativeiro. Ela sente que sem você ela não pode viver, sem você ela não pode ser feliz, então, você é a causa das duas coisas, da felicidade e da infelicidade dela. Ela não pode se dar ao luxo de perdê-lo e isso lhe dará uma sensação de aprisionamento: ela é sua prisioneira e se ressentirá disso; ela lutará contra isso.

As pessoas odeiam e amam ao mesmo tempo, mas este amor não pode ser muito profundo. Somente uma pessoa que seja consciente, pode amar, porque esta pessoa não precisa de você. Mas, então, o amor tem uma dimensão totalmente diferente: ele não é apego, ele não é dependência.

A pessoa não é sua dependente e não o fará dependente dela: a pessoa permanecerá uma liberdade e lhe permitirá permanecer uma liberdade. Vocês serão dois agentes livres, dois seres totais, inteiros, se encontrando. Esse encontro será uma festividade, uma celebração – não uma dependência. Esse encontro será uma alegria, uma brincadeira”.

Osho, The Book of the Secrets.



{15/04/2009}   Censura RETARDADA

Vai entender o motivo mas, em pleno século XXI, a Net está sofrendo de uma Síndrome Convulsiva de Combate à Pseudo-Pirataria, já que simplesmente postar um vídeo em um blog, citando a fonte, ao meu ver, JAMAIS SERÁ CRIME!!!

Crime é a censura RETARDADA E INDISCRIMINADA que certos órgãos se acham no direito de realizar.

Vide o que aconteceu com a http://www.seriesbr.org/.

Agora, recebo a notícia de que o vídeo da Susan Boyle teve sua incorporação desativada mediante solicitação. DE QUEM???

Gostaria muito de saber quem é o covarde que se esconde atrás do anonimato da internet, e para fins tão gratuitos.

Pois bem, caríssimos, o vídeo vale MESMO a pena, e fica, aqui, o link: http://www.youtube.com/watch?v=9lp0IWv8QZY



{15/04/2009}   Susan Boyle

Quando o talento supera pré-conceitos.

Não sou fã de show de talentos, mas essa mulher fez muita gente chorar. Inclusive eu:

Dissecando sua trajetória, aqui.



etc.