nas ondas turvas da infoweb
Sempre digo que este mar tem bons peixes, tudo depende de onde se resolve pescar.
Investigando sobre poesias visuais, eis que encontro:
Júbilo. E espanto.
Sampa neste fim de semana
A programação cultural para este sábado (31/10), domingo (1º/11) e feriado de Finados (02/11) terá exibições de filmes, cursos, palestras e oficinas, apresentações e festivais de música, teatro e exposições. Confira.
Cinema
LOUCOS POR CINEMA INDEPENDENTE. (livre). Biblioteca Roberto Santos. Grátis. Gachi boy – lutando com a memória. (Japão, 2008, 120 min). Dir.: Norihiro Koizumi. Comédia sobre um garoto aspirante a lutador que batalha constantemente contra a falta de memória. Dia 31, 16h.
Flores no meu bolso. (Malásia, 2007, 97 min, livre). Dir.: Liew Seng Tat. Para adotar um animal, dois garotos tentam conseguir a aprovação dos pais ausentes. Dia 1º, 16h.
A última vida do universo. (Tailândia, 2005, 108 min, 16 anos). Dir.: Pen-ek Ratanaruang. Homem solitário e suicida conhece uma mulher que consegue trazê-lo de volta à vida. Dia 1º, 18h.
MOSTRA 8º ESTE MUNDO É MEU! Centro Cultural São Paulo. Grátis. Programação integra o 8º Este Mundo É Meu!, projeto do Centro Cultural São Paulo em comemoração do dia da criança. Exibições seguidas. Dia 31, 14h.
Música
O samba pede passagem: samba da vela monarco (portela) Mauro Diniz. O grupo Samba da Vela convida Seu Monarco e o compositor Mauro Diniz para uma grande roda de samba que acaba quando a chama de uma vela se apaga. Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Dia 31, 18h. Grátis.
FESTIVAL DE MÚSICA EXPERIMENTAL. Grátis.
Ibrasotope convida Duo Henrique Iwao-Mário Del Nunzio e Pan&tone. Duo traz interações eletrônicas com objetos cotidianos amplificados e guitarra. Pan&Tone, principal expoente do circuit bending no Brasil, apresenta o resultado de instrumentos eletrônicos por ele construídos. Centro Cultural São Paulo. Dia 31, 19h.
Rattu morto e bonequinho. Rattu utiliza instrumentos inusitados como martelos, porretes e serra circular em apresentação performática. Bonequinho, de Bauru (SP), faz show que mescla primitivo, como folk e punk. Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Dia 1º/11, 15h.
HARDCORE. Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. Dia 1º, 16h30. Apresentações seguidas. Grátis.
Rikk Agnew. O guitarrista americano apresenta clássicos do punk rock que fizeram parte de sua carreira. Mukeka di rato. Apresentação da consagrada banda capixaba, conhecida por seu senso de humor sarcástico.
Discarga. O power-trio paulista apresenta show hardcore.
Busscops. Representante da nova onda hardcore e punk, a banda apresenta o split CD recém-lançado com os norte-americanos do Defect Defect.
Cabaré Olido: conclave. Reconhecido como um dos mais importantes quintetos de sopro de música de câmara de São Paulo, o ConClave apresenta programa com repertório erudito e popular. Galeria Olido. Dia 31, 19h. Grátis.
Teatro
Frames. (60 min, 14 anos). Dir.: Flávio Faustinoni. O espetáculo reúne três histórias curtas que retratam momentos ligados pelas urgências de uma grande metrópole. Teatro Paulo Eiró. Até 29/11. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 19h. R$ 20.
Sintoma. (60 min, 12 anos). Cia. Luis Louis. Dir.: Silvana Abreu. Enquanto aguarda sua vez na sala de espera de um analista, mulher se vê abalada por um desconhecido sintoma, que põe em choque seus desejos reprimidos e seus antigos hábitos. Teatro Arthur Azevedo. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 19h. R$ 20.
REPERTÓRIO TRILOGIA CANALHA EM CENA DEZ ANOS DA CIA. DOS GANSOS DE TEATRO – Escombros. (90 min, 12 anos). Dir.: Leonardo Cortez e Frederico Foroni. O desmoronamento iminente de um edifício ocorre paralelamente ao dos valores éticos e morais de uma família durante os preparativos de um jantar. Centro Cultural São Paulo. Até 1º/11. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 15. Dia 1º/11, preço popular: R$ 2,30.
O fantástico reparador de feridas. (100 min, 14 anos). Cia. Ludens. Dir.: Domingos Nunes. Trupe viaja pelo Reino Unido levando uma representação teatral que contém elementos de um culto religioso sobrenatural. Centro Cultural São Paulo. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 15.
Nos campos de Piratininga. (130 min, 10 anos). Cia. Letras em Cena. Dir.: Imara Reis. Dir. musical: Paulo Herculano e Mathias Capovilla. Comédia conta a história da cidade e do surgimento dos times de futebol do Corinthians, Palmeiras e São Paulo. Teatro João Caetano. Quinta, 20h30. Sexta e sábado, 21h. Domingo, 20h. R$ 20. Preço especial para quem estiver usando camiseta de qualquer time: R$ 8.
Exposições
Alameda – arte de rua: ferrovia. Curadores: Chã, Eymard Ribeiro, Lucas D, Zeila Trevisan, Tikka e Rui Amaral. Exposição une duas vertentes da arte urbana: o grafite realista de IgnorePorFavor e a colagem de fotografias de Raul Zito. A mostra enfoca um dos temas favoritos dos artistas de rua: os trens. Centro Cultural da Juventude Ruth Cardoso. A partir de 31/10. Terça a domingo, das 10h às 20h. Grátis.
Quadrinho marginal – 40 anos. Exposição das imagens mais marcantes do quadrinho marginal, de exemplares pertencentes ao acervo da Gibiteca Henfil. Centro Cultural São Paulo. Terça a sexta, das 10h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 17h. Grátis.
Escavando o passado – arqueologia na cidade de São Paulo. Curadoria: Cíntia Bendazzoli. Exposição de fragmentos encontrados na cidade de São Paulo nos últimos 30 anos. Sítio Morrinhos. Terça a domingo, das 9h às 17h. Grátis.
Fazeres e sabores da cozinha paulista. Curadoria: Rosa Belluzzo. A mostra revela os hábitos alimentares dos bandeirantes e tropeiros. Casa do Tatuapé. Terça a domingo, das 9h às 17h. Grátis.
Post-it city – cidades ocasionais. Curadoria: Martí Peran. O projeto mapeou formas de utilização ou ocupação temporária de espaços urbanos em diferentes cidades do mundo. Centro Cultural São Paulo. Terça a sexta, das 10h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h. Grátis.
São Paulo: metrópole do café. Curadoria: Rosa Belluzzo. A transformação da economia do País a partir da cultura cafeeira paulista do início do século 17. Casa do Bandeirante. De terça a domingo, das 9h às 17h. Grátis.
Tímpano. Artista plástico: José Spaniol. Natural de São Luiz Gonzaga (RS), Spaniol criou uma obra feita especialmente para o local, confeccionada em taipa de pilão. Capela do Morumbi. Terça a domingo, das 9h às 17h. Grátis.
(Fonte: Prefeitura da Cidade de São Paulo)
Centro Europeu de Jornalismo
Caríssimos,
O Centro Europeu de Jornalismo lançou uma competição entre blogueiros para falar sobre mudança climática. Foram escolhidos 81 blogueiros do mundo todo e um dos escolhidos foi meu amigo Charles Nisz. Ele esteve em Copenhagen para o lançamento da competição entre 21-24 de setembro. Lá, durante dois dias, aprendeu a mexer no publicador do site da competição, teve palestras com os editores do CEJ e conheceu os outros 80 blogueiros.
Como funciona a competição:
Os competidores serão avaliados durante três meses e todo mês serão escolhidos três vencedores, um em cada critério a seguir:
Qualidade dos posts, impacto e uso de ferramentas de multimídias – ver mais detalhes aqui.
Os três melhores blogueiros serão levados, ao final da competição, para Copenhague durante a conferência climática da ONU.
Uma vez que um dos itens a serem avaliados são os comentários, peço todo tipo de divulgação a vocês: emails, posts, retweets…
Sugestões de pautas, fontes e abordagens também são bem-vindas.
Para segui-lo no twitter, basta acessar @charlesnisz.
Aqui está o link do primeiro post: http://migre.me/8ulo
O terceiro post: http://migre.me/96Rr
Comentem, divulguem, espalhem!
Agradeço a todos desde já!
Uma Saudação à Primavera
Comemorando 20 anos de história, a Cia. de Teatro Os Satyros, da Cooperativa Paulista de Teatro, realiza a 10ª edição da “Satyrianas – Uma Saudação à Primavera” nos dias 30 e 31 de outubro, e 01 e 02 de novembro. Reconhecida na cidade e, a partir deste ano, incluída no Calendário Oficial do Estado de São Paulo, a festa de teatro tem duração de 78 horas ininterruptas, e acontece na região da Praça Roosevelt e outras regiões da cidade, com o apoio do Departamento de Expansão Cultural da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura do Município de São Paulo e da Secretaria de Estado da Cultura do Governo do Estado de São Paulo.
Programação completa no site: http://satyros.uol.com.br/principal.asp
]between[
Era quase um sonho: a boca quase tremia, o coração quase na boca e borboletas no plexo solar.
As cartas quase chegavam, os olhos quase dilatavam, as palavras quase falavam as promessas quase no ar.
O vinho quase que veio, telefonemas que quase demoraram, e o fim de semana quase a chegar.
Então, os encontros, quase desfeitos, rumores quase rangendo, portas prestes a fechar.
A primeira quase desistência daquilo que era quase amor.
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pele pede pele
e
no espaço
entre
os tecidos:
o verbo
no presente contínuo
carta ao pai
Não pai, por aqui ainda nada mudou. Não tivemos tempo de ensinar o gato a falar, não avisei os contadores de tua partida e nem os móveis chegaram de São Paulo.
Não, nada mudou. A novela acabou e foi aquela mesma lenga-lenga das 6h, a chuva continua entrando pelas frestas das janelas mal fechadas, e meus olhos ainda denunciam minhas noites mal dormidas.
Sabe o problema com o fone de ouvido? Ainda o mesmo. E no teclado, o “a” permanece afogado no mar das letras, sozinho de tudo, de tanto ser usado…
Sua calculadora ainda ri de nós, em cima do guia da Espanha, ao lado do carimbo da editora, do grampeador e de todo o caos que você cuidadosamente construiu na mesa do computador… e que dizia que trazia sorte, lembra? No meio disso tudo, a imensa lupa se sobressai, gloriosa…
Não. Definitivamente nada mudou. A economia é a mesma, os impostos são os mesmos, e o brasileiro… acho que nem preciso dizer.
Atibaia ainda é azul, São Paulo ainda é cinza, o Rio ainda é praia, e agora é Olímpico.
Pois é, pagaremos pela festa que nem sei se usufruiremos…
Lá no quarto dos fundos, na casa do vovô, o tabuleiro de xadrez lembra aquela eterna partida pela metade… Pela metade…
Mas que movimento fazer?
Se o Rei foi embora: checkmate.
fosso
eu quero escrever assim:
sem poetas, sem rimas, sem caprichos
só com os nós de dentro de mim
porque não faz sentido
ser assim
cem sentidos
não vividos
dentro do posso
roendo o osso
nos pós do fosso
de dentro de mim
porque não me deixa elétrica
fazer um acorde sem métrica
um acordo sem réplica
com a Outra de dentro de mim
é porque não tem som
o sonho
sem sono
o sono
sem sonho
compartilhado
sem sentido
cem acordes
sem acordo
com as outras
métricas
neste capricho
sem fim
eu quero escrever assim
apenas me ouvir
ouvir esta voz
desconexa
desaguda
desconvexa
sem vexa
que grita
sem dizer
absolutamente nada
sem esconder
absolutamente nada
sem censurar
o nada
de tudo
que tem a dizer
eu quero gritar esta vaia completa
esta sombra complexa
que não me deixa dormir
até por o preto
no branco
deitar a cabeça
no banco
e finalmente
esque-
-SER
eu quero o som agudo
e perfeito
que não deixe espaço
que não tenha jeito
o som dos tristes
e desesperados
que sobrevivem
nos espaços
]entre[
é que eu procuro aquele elo
aquele selo
aquele verbo
que diga
único
uníssono
o que a Outra
teima em manter escuro





