PIVA URGENTE

Roberto Piva, um dos maiores poetas brasileiros, está internado na enfermaria do Hospital das Clínicas, em estado precaríssimo. Piva tem 73 anos e sofre de mal de Parkinson. Segundo o poeta Celso de Alencar, que o visitou ontem, ele está num verdadeiro inferno dantesco.

Nos últimos anos, Piva teve suas obras completas reunidas pela editora Globo em três volumes: Um Estrangeiro na Legião, Mala na Mão & e Asas Pretas e Estranhos Sinais de Saturno. Sua poesia voltou a circular como um furacão, mas o poeta continuou vivendo em situação precária. É comum os amigos se cotizarem para comprar os remédios que ele precisa para manter os efeitos do mal de Parkinson num nível razoável.

Artistas não vivem de elogios.

É preciso tirá-lo da enfermaria do HC e transferí-lo para um quarto. Urgente. Isso é o mínimo nesse momento.

Ou as palavras do próprio poeta vão se confirmar como uma nefasta profecia?:

“O objetivo de toda Poesia & de toda Obra de Arte foi sempre uma mensagem de Libertação Total dos Seres Humanos escravizados pelo masoquismo moral dos Preconceitos, dos Tabus, das Leis a serviço de uma classe dominante cuja obediência leva-nos preguiçosamente a conceber a Sociedade como uma Máquina que decide quem é normal & quem é anormal.”

“… criminosos fardados & civis têm o poder absoluto para decidir quem é útil & quem é inútil”.

“Enquanto isso, os representantes da poesia oficial & os engomados homens de negócios trocam entre si, numa reciprocidade suspeita, discursos & homenagens estourando de vaidade diante do aplauso de seus concidadãos. O que eu & meus amigos pretendemos é o divórcio absoluto da nova geração dos valores destes neomedievalistas”.

Dados para ajuda:

Itaú
agência 0036
cc 20592-0
cpf 565 802 828-00


Escrito por ademir assunção às 14h43

http://zonabranca.blog.uol.com.br

Divulguem!

Publicado em:  on 25/01/2010 at 22:51 Deixe um comentário
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Projeto Ocupação Cultural

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Idealizado pelo editor Fábio Ávila e executado pela produtora Maria Célia Camargo, o projeto Ocupação Cultural tem por objetivo levar manifestações artísticas para a população e visitantes da maior cidade brasileira.

Nesta segunda-feira, como não poderia deixar de ser, a programação do projeto celebrará o aniversário da cidade, a partir das 13 horas, no saguão do Shopping Light (esquina do Viaduto do Chá com a Rua Xavier de Toledo).

Entre as atrações estão: o Ballet Stagium, com sua mais recente coreografia, As Joaninhas; o violeiro João Vilarim acompanhado do grupo Violeiros do Parque; o Grupo Raies, de dança flamenca; o Coral Feliz Idade, regido pelo maestro Ilzo Muller Jr.; e as performances do Grupo Clowns.
O evento homenageará três personalidades marcantes da vida cultural da cidade: o cenógrafo e artista plástico Cyro Del Nero e os bailarinos e coreógrafos Marika Gidali e Décio Otero, fundadores do Ballet Stagium.

O evento em 25 de janeiro é uma pequena  mostra do que o projeto Ocupação Cultural pretende realizar de maneira contínua durante todo o ano de 2010.

Publicado em:  on 21/01/2010 at 18:24 Deixe um comentário
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Um Cartaz Para São Paulo

Boa noite, caríssimos!

Como não poderia deixar de fazer, aproveito o espaço para dar boas dicas de comemoração pelo aniversário de 456 anos da cidade de meu coração. E aqui vai mais uma: o Centro Cultural Maria Antônia, da USP, e o Senac São Paulo organizaram uma exposição de 22 cartazes produzidos por renomados arquitetos, artistas e designers convidados, tais como Isidro Ferrer, Carlos Perrone, Cecília Consolo, Hélio de Almeida, Ronald Kapaz, Michel Bouvet, entre outros. Trata-se da terceira edição da exposição Um Cartaz Para São Paulo, que ocorrerá, gratuitamente, entre os dias 25 de janeiro e 28 de fevereiro e tem por objetivo trazer as imagens que retratem ideias, opiniões e interpretações sobre a cidade a partir do tema central “diversidade cultural da metrópole”.

Em cartaz estarão, certamente, a profusão de hábitos, costumes, idiomas, dialetos, vestimentas, músicas, estilos arquitetônicos, origens étnicas e tribos urbanas, além de outras características da cidade.

A entrada é franca.

Horário: das 12h às 21h, de segunda a sexta-feira; e das 10h às 18h aos sábados, domingos e feriados.
Local: Rua Maria Antônia, 258, Vila Albuquerque.

Mais informações: (11) 3255-7182

Publicado em:  on 19/01/2010 at 01:47 Comentários (1)
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São Paulo – Personagem Cinematográfica

Cena de “São Paulo S.A.”, 1965, de Luís Sérgio Person

O aniversário de 456 anos de São Paulo será comemorado com um ciclo de filmes “São Paulo – Personagem Cinematográfica” no CCSP.
Trata-se de quarenta longas e curta-metragens a serem exibidos do dia 19 ao dia 24 de janeiro, sempre tendo a cidade como pano de fundo ou elemento essencial dos roteiros.

A entrada é franca, e a bilheteria será aberta com uma hora de antecedência.

Para saber a programação completa, clique aqui.

Endereço: Centro Cultural São Paulo
R. Vergueiro, n. 1000
Paraíso – São Paulo/SP
Tel.: (11) 3397-4002


Publicado em:  on at 01:25 Deixe um comentário
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Exposição retrata as transformações da Megalópole

Ladeira do Carmo (e aterrado do Braz)
Militão Augusto de Azevedo
São Paulo – SP
1887

Começou, no dia 25 de janeiro deste ano, a exposição fotográfica “Memória da Cidade: São Paulo antes e depois dos arranha-céus“.
A exposição conta com o apoio do Museu Paulista da Universidade de São Paulo (USP), e ficará em cartaz até 28 de fevereiro.

Dois fotógrafos, separados pelo tempo, recontam a história e o patrimônio da cidade a partir de suas lentes. Documentando o século 19 temos as obras de Militão Augusto de Azevedo. Já o fotógrafo Renato Suzuki retorna aos mesmos espaços retratados por aquele, e nos revela a cidade hoje e suas transformações fisionômicas.

Onde: Caixa Cultural de São Paulo, localizada na Praça da Sé, nº 111, no centro. A entrada é gratuita.
Mais informações: www.caixa.gov.br ou pelo telefone (11) 5521 – 4400.

Publicado em:  on at 01:11 Deixe um comentário
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Pequena nostalgia de fim de ano

Desculpe
Estou um pouco atrasado
Mas espero que ainda dê tempo
De dizer que andei
Errado e eu entendo

As suas queixas tão justificáveis
E a falta que eu fiz nessa semana
Coisas que pareceriam óbvias
Até pra uma criança

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…

Amor eu sinto a sua falta
E a falta
É a morte da esperança
Como um dia
Que roubaram o seu carro
Deixou uma lembrança

Que a vida é mesmo
Coisa muito frágil
Uma bobagem
Uma irrelevância
Diante da eternidade
Do amor de quem se ama

Por onde andei?
Enquanto você me procurava
E o que eu te dei?
Foi muito pouco ou quase nada
E o que eu deixei?
Algumas roupas penduradas
Será que eu sei?
Que você é mesmo
Tudo aquilo que me faltava…

Publicado em:  on 28/12/2009 at 22:32 Comentários (3)
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trans-versal

São todos os sentimentos de ontem
são todos os medos do mundo
este minúsculo músculo que pulsa
bate
e apanha

Apanha este sentimento para si
que dó
não cabe
no ré
de mi

Publicado em:  on 17/12/2009 at 12:56 Comentários (1)
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DOMINGO! Nueva lectura de poesía en Second Life!

Queridos!
Estimados!

Nueva lectura de poesía en Second Life: todos invitados !!
Nova leitura de poesia no Second Life: todos convidados!!

Domingo 20 de Diciembre
15 hs (hora de Buenos Aires y de Sao Paulo)

Lugar: The Wastelands – The great fissure
“The Wastelands is Second Lifes oldest and largest residential Post Apocalyptic community”

Si todavía no tenés tu avatar, registrate en: www.secondlife.com, bajate el Second Life Viewer y nos vemos el domingo.
Se vc ainda não tem avatar, registre-se em www.secondlife.com, faz o download do Second Life Viewer e nos vemos no domingo.

Para maiores informações: beegalvao@gmail.com

(Organização: Ana Rüsche e Alejandro Mendez)

Publicado em:  on 16/12/2009 at 19:34 Deixe um comentário

Ação de apoio a Mário Bortolotto

Clique na imagem para ampliá-la. E divulgue esta iniciativa!

Publicado em:  on 09/12/2009 at 14:28 Deixe um comentário

Charmes do celibato

Todos que acompanham o blog (há anos) sabem que sou uma apaixonada por Calligaris.
Pois aqui vai mais uma dele.
Boa leitura a todos.


Deixar saudade e fazer falta é menos arriscado e mais prazeroso do que estar presente dia a dia

ALGUMAS SEMANAS atrás, uma leitora, Lucila Almeida, comentou minha coluna sobre “Casamentos Possíveis” observando que, paradoxalmente, o artigo a levara a “refletir sobre aquelas pessoas que não casam porque não conseguiram ou porque optaram por uma vida mais descompromissada”. “Essas pessoas”, acrescentava a leitora, “são cruelmente cobradas pela sociedade por não terem seguido o comportamento padrão”.

Seguia um pedido: que eu escrevesse um pouco sobre os “que saem da curva”, “por não casarem ou por não ter escolhido a profissão que dá mais dinheiro ou ainda por ter optado não ter filhos -enfim, por uma série de atitudes que não são consideradas padrão pela sociedade”. Por que eles parecem ser cobrados? E qual é a parte de inveja na cobrança?

Passei o último fim de semana no Rio Grande do Sul, numa celebração dos 20 anos da Associação Psicanalítica de Porto Alegre, da qual fui um dos fundadores (desde a metade dos anos 80, quando cheguei ao Brasil, até 1994, a capital gaúcha foi o lugar onde escolhi morar). Bom, senti saudade, mas o que mais importa aqui é que fui comovido pelas marcas da saudade que deixei nos outros. No avião que me levava de volta a São Paulo, essa experiência produziu em mim algumas reflexões que se aplicam, em parte, ao celibato. Mas vamos com calma.

Certamente, casar-se ou juntar-se (com ou sem filhos) é um padrão, e quem “sai da curva” recebe uma cobrança dos próximos e da sociedade em geral. O fascismo italiano, por exemplo, desejoso de braços para ampliar e fortalecer a nação, instituiu um imposto sobre o celibato: “Não quer se casar? Paga multa”. Alguns dirão que é natural que seja assim: o casamento serve ao interesse da espécie; para que ela continue existindo, é necessário que a gente se reproduza ou, no mínimo, adote formas de divisão do trabalho que facilitam a sobrevivência: desde “Vamos dividir o aluguel?” até “Você cuida do fogo enquanto eu luto contra o urso que insiste em querer recuperar a caverna na qual a gente se instalou”.

O problema, claro, é que, às vezes, o urso mais perigoso é o outro com quem decidimos coabitar. Deve ser por isso que o celibato é, ao mesmo tempo, estigmatizado como um desvio (“E sua filha, coitadinha, encontrou alguém, enfim?”) e idealizado, invejado (“Você não casou? Sorte sua, fique firme e livre.”).

Diante dessa ambivalência, quem persiste no celibato vive sentimentos desagradáveis. Ele pode se sentir em falta com a família, a sociedade ou a espécie e pode também envergonhar-se por ser objeto de inveja enquanto, na realidade, sua vida não lhe parece invejável: às vezes, onde os outros enxergam liberdade, ele enxerga apenas sua incapacidade de encontrar alguém com quem compartilhar a vida e o medo de ficar sozinho para sempre.

Mas deixemos de lado as dificuldades de achar um par e a chatice de lidar com as cobranças sociais. E examinemos as razões pelas quais alguém, homem ou mulher, persiste no celibato.

Há a explicação tradicional: quem não casa se mantém fiel à sua família de origem -a menina, fiel ao pai; o menino, fiel à mãe. Ela vale em muitos casos, e note-se que é uma via de mão-dupla: frequentemente, é o desejo dos pais que mantém um filho ou uma filha no celibato, como companhia ou, quem sabe, como enfermeiros para a velhice dos genitores.

Outra explicação me foi dada por um amigo, anos atrás. Como ele não parava de descasar e casar-se com mulheres diferentes ou, mais de uma vez, com a mesma, ele me disse, para se justificar: “Não sou sádico”. Como assim? Pois bem, ele achava que recusar o casamento ao outro de quem gostamos (e que gosta de nós) só pode ser uma maneira de torturá-lo com uma privação: “Amo você, mas há algo que nunca lhe darei”.

Enfim, as emoções da viagem a Porto Alegre me sugeriram uma terceira explicação, que não é universal, mas é a que prefiro. Há homens e mulheres que podem persistir no celibato porque deixar saudade e fazer falta é prazeroso e certamente menos arriscado do que estar lá a cada dia. Eles pensam: “Melhor ser o parceiro com quem o outro lamenta não se ter casado do que ser o parceiro com quem ele lastima ter se juntado”.

De fato, nos instantâneos que imortalizam encontros breves que parecem prometer futuros radiosos (e irrealizados), a gente é sempre mais bonito e sorridente do que nos longos reality shows das convivências conjugais.

Publicado em:  on 05/12/2009 at 20:58 Comentários (1)
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